09 de julho de 2026
EXPOSIÇÃO

'Faces da Vida' na Escola Bauhaus revela a pluralidade artística de Richard Renê

Por Fernanda Rizzi | fernanda.rizzi@jpjornal.com.br
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação/Richard Renê

A partir deste sábado (19), a partir das 10h, os amantes da arte e da expressão humana têm um encontro marcado com a exposição "Faces da Vida", na Escola Bauhaus Piracicaba. O destaque da mostra é o artista paulistano Richard Renê, cujo talento para as artes visuais floresceu desde sua infância, quando se dedicava incansavelmente a reproduzir desenhos animados da televisão. A mostra ficará aberta até o dia 14 de outubro, e a visitação pode ser feita de segunda a sexta-feira, das 9h às 19h, e aos sábados, das 9h às 13h.

Com uma trajetória marcada por sua autodisciplina e busca incessante pela originalidade, Richard Renê descobriu sua veia artística durante um curso de design de interiores na Escola Técnica Estadual de Artes de São Paulo. Rapidamente, ele encontrou seu espaço em concursos de desenho livre promovidos pela instituição, onde teve grande destaque.

Influenciado pelas vívidas cores do grafitti da capital e de forma autodidata, Renê desenvolveu técnicas originais, no qual traz uma mescla diversificada de materiais para alcançar resultados visuais marcantes. Sua habilidade em transitar desde a fantasia mais etérea até a crítica social mais contundente é um testemunho do alcance emocional abarcado por sua arte e que movem a vida humana.

Atualmente na cidade de Ourinhos, onde se casou e vive desde 2018, Richard Renê nos brinda com "As Faces da Vida". Nessa exposição, o artista mergulha em uma pluralidade temática da experiência humana. Desde a lancinante dor do cotidiano até os sonhos livres de uma criança, Renê busca apresentar para o expectador a diversidade de acontecimentos em recortes que não dialogam esteticamente entre si, com a intenção de apresentar o olhar diversificado no corpo e singularidades distintas de mundo.

As telas de Renê ganham vida através de pinceladas ora lineares, ora fluidas, em uma intrigante técnica mista sobre tela. Segundo o artista, acrílicos, marcadores, nanquim e canetas esferográficas são composições presentes em suas obras.

Em "Solidão", por exemplo, é “uma reflexão sobre a relação dos adolescentes, levantando questões sobre a falta de diálogo familiar representados por muros como barreiras de afeto e a tecnologia como único meio de preenchimento deste espaço afetivo", diz.

Já na obra "Prisão", ele aborda o problemático encarceramento em massa no país, e expõe uma crítica ao encarceramento massivo que acontece em nosso país, levantando questões mais profundas, como segregação da população mais pobre por meio do cárcere. Já em "Aninha", o artista homenageia a força e os sonhos das mulheres, em paralelo com a realidade.

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