A preparação para uma viagem, seja ela longa ou mais curta, vai além da opção por destinos, passagens, hospedagem e programação de lazer. O processo de organização passa por um checklist, que vai garantir que os itens mais essenciais, desde documentos até pertences importantes, como um carregador de celular e fones de ouvido, por exemplo, não sejam esquecidos. E os itens mais lembrados nesse momento podem fazer a diferença no bem estar das pessoas durante a viagem: os remédios.
Itens considerados essenciais para algumas pessoas, alguns medicamentos são indicados por médicos para eventuais problemas durante a viagem. De acordo com o endocrinologista Alex Lombardi Barbosa Ferraz, da Santa Casa de Piracicaba, a organização de uma “farmacinha de viagem” ajuda a evitar imprevistos, especialmente para quem precisa de remédios de uso contínuo e que podem ser difíceis de serem comprados em alguns lugares. “É importante se organizar para evitar imprevistos. Uma das medidas necessárias é levar na bagagem alguns medicamentos básicos para o tratamento de sintomas frequentes, assim como as medicações de uso contínuo”, disse. “Esta recomendação é especialmente importante quando viajar para outros países, onde pode ser difícil obter atendimento médico e comprar medicamentos específicos”, completou o especialista.
De acordo com o médico, é recomendado que as pessoas levem alguns remédios básicos com elas. “A lista básica de medicamentos deve incluir analgésicos (para dor de cabeça, dores no corpo ou dores abdominais), antitérmicos para febre, antieméticos (para enjôo e vômitos) e medicações para diarréia. Também podem ser incluídos antialérgicos, laxantes, anti-inflamatórios ou antibióticos”, comentou. “Em viagens para locais de clima frio é aconselhável incluir medicamentos para sintomas gripais. Por outro lado, ao viajar para áreas de forte calor é recomendado incluir protetores solares e repelentes de insetos”, disse. Porém, ele recomenda que antes de viajar e comprar os remédios, é importante que as pessoas consultem um médico e não façam a automedicação. “Antes de qualquer viagem, sempre converse com seu médico para avaliar as necessidades específicas de cada viajante”.
USO CONTÍNUO
No caso de pessoas que precisam de remédios de uso contínuo, a atenção com esses medicamentos deve ser maior, tanto para garantir que o remédio não vá acabar durante a viagem, quanto para os documentos que podem ser necessários para comprovar a necessidade do uso de cada medicamento. “Existem diversas doenças que exigem tratamento contínuo, tais como diabetes, hipertensão arterial, asma, depressão. É fundamental levar a quantidade necessária para toda a viagem”, explicou. “Recomenda-se ter na carteira ou no celular uma receita médica contendo a lista completa e atualizada dos medicamentos que for levar, incluindo a dosagem e a posologia, para o caso de precisar de atendimento médico”, completou.
No caso de viagens ao exterior, o médico recomenda que o paciente leve um relatório médico informando os diagnósticos e tratamentos. “Principalmente nos casos de medicamentos injetáveis ou que precisam ser transportados sob refrigeração, como a insulina, por exemplo”, disse. As mesmas recomendações são válidas para as viagens com crianças. “Os medicamentos devem ser identificados e guardados em uma embalagem fechada e de fácil acesso, preferencialmente na bagagem de mão”, finalizou.
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