10 de julho de 2026
RISCOS

Violência contra a mulher: número de medidas protetivas aumenta 16,8% em Piracicaba

Por André Thieful |
| Tempo de leitura: 2 min
Freepik

O número de medidas protetivas para mulheres em risco de sofrerem violência doméstica em Piracicaba aumentou 16,8% no primeiro semestre deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado. De acordo com a Guarda Civil Municipal, que mantém a Patrulha Maria da Penha, de janeiro a junho de 2022, foram expedidas 315 medidas protetivas e, neste ano, foram 368 medidas expedidas.

No domingo passado, a cidade registrou o sexto caso de feminicídio do ano, quando Maria Aparecida Rodrigues da Silva, de 39 anos, foi morta na casa onde morava, na Pauliceia, pelo ex-namorado, identificado como Ildomar Francelino Rodrigues, de 35 anos, que foi preso em flagrante.

O assassinato mostra a gravidade da situação e a necessidade de a mulher denunciar o agressor. No caso de domingo, a vítima ainda não tinha denunciado o ex-namorado.

A encarregada da Patrulha Maria da Penha, da Guarda Civil Municipal, Luciane Tovar, lembra que, com a medida protetiva, a vítima e violência doméstica também pode solicitar monitoramento, o que já foi feito por 41 mulheres na cidade. “Obter a medida não é automático o monitoramento. A mulher precisa solicitar o acompanhamento da Patrulha Maria da Penha, que ronda a casa, local de trabalho e estudo da vítima para evitar que os agressores descumpram as medidas protetivas, ameacem ou agridam a vítima”, explica.

Outra medida implementada para combater a violência doméstica é o aplicativo SOS Mulher Piracicaba. De acordo com a Guarda Civil, o app foi baixado por 86 pessoas e foi acionado 25 vezes. Luciane Tovar explica que, tanto para as equipes, quanto para as vítimas, o botão auxilia e faz a diferença. “Elas dizem ser eficaz por conta do sinal chegar mais rápido e a pessoa não precisa ficar passando os dados, que já estão todos inseridos, inclusive com fotos da vítima e do agressor, além da localização em tempo real. Muitas vezes, inclusive, a única coisa que a vítima consegue fazer é pressionar o botão”, diz. Segundo ela, “muitas vezes, a mulher não pode nem pegar o telefone direito ou fazer um gesto que mostre que ela vai acionar a polícia. Por vezes ela precisa acionar sorrateiramente e o botão permite isso”.

O comandante da Corporação, Sidney Miguel da Silva Nunes, ainda destaca que o botão pode fazer a diferença numa prisão em flagrante, como foi no caso do primeiro acionamento, que resultou na prisão do agressor logo em seguida.

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