Cerca de 15 mil pessoas participaram da 15ª edição da Parada da Diversidade e do Orgulho LGBTQIA+ realizada em Piracicaba no domingo (16). De acordo com o organizador Anselmo Figueiredo, a quantidade de pessoas se refere aos participantes da concentração, trajeto, caminhada e os shows de encerramento no engenho Central. “Sabemos que tem pessoas que vão na caminhada, outras na concentração e a maioria vai chegando durante a caminhada e outras vão direto para ver os shows”, explicou.
O evento ficou acima das expectativas da organização, mas ele destacou que o foco não é quantidade de público. Ele destacou o tema como grande atração , que a parada de domingo ser uma das melhores realizadas ao longo desses 15 anos. “Não Pira, Transfobia é Crime. Por uma Piracicaba sem Transfobia”, levou para as ruas pessoas que conheciam o tema e que defendem o fim da transfobia.
Segundo ele, o tema tem batido à porta da ONG Casvi (Centro de Apoio e solidariedade à Vida), da qual ele é coordenador. “O Brasil é o país que mais mata travestis e transexuais e a gente tem discutido muito aqui em Piracicaba, junto à Secretaria de saúde e no Estado”, afirmou, acrescentando que a luta da ONG é conseguir um ambulatório para travestis e transexuais.
“Essa é a nossa luta e já tivemos conversas com o secretário de Saúde e a última (conversa) teve um saldo positivo, estamos dialogando com a prefeitura nesse sentido e ter esse tema na parada ajuda a trazer visibilidade trans”, afirmou.
As atrações da 15ª edição contaram com Linn da Quebrada, Salete Campari, a DJ residente Mia Houf, Lorenzo Zimon, Gabi Naomi, companhias de dança e artistas de arte drag de Piracicaba e região.
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