10 de julho de 2026
EX-MARIDO

Assassino de Carolina Dini vai a Júri Popular em Piracicaba no dia 21 de setembro

Por André Thieful |
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução

O réu Anderson dos Santos Andrade, de 40 anos, será julgado pelo Tribunal do Júri no dia 21 de setembro deste ano pelo assassinato da ex-mulher dele, Carolina Jorge Dini. A sessão está marcada para começar às 9h. A data do julgamento foi publicada na tarde desta sexta-feira (14).

O crime foi cometido na tarde do dia 24 de março de 2022, na rua Ajudante Albano, bairro São Dimas, em frente à Escola Estadual Honorato Faustino. Carolina foi atacada pelo ex-marido às 16h09 quando foi buscar a filha na escola. Ela desceu do carro, um GM Prisma, e quando percebeu que o ex-marido estava no local, tentou voltar para o veículo, porém não teve tempo de fechar a porta. Ele entrou no carro e a esfaqueou com diversos golpes. Em seguida, saiu do veículo e fugiu.

A Guarda Civil, Polícia Militar e Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foram chamados, mas a vítima morreu no local. Anderson foi preso no Rio de Janeiro seis dias depois, em uma operação desenvolvida pelas polícias carioca e paulista. Ele estava escondido em uma comunidade do Complexo da Penha e foi localizado quando tentava obter um documento falso.

O Ministério Público o denunciou por homicídio com cinco qualificadoras: motivo torpe, porque ele não aceitou o fim do relacionamento amoroso; meio cruel, pois desferiu, com brutalidade incomum, diversos golpes de faca na vítima; ação que dificultou a defesa da vítima, ao surpreendê-la quando ela chegou na escola; feminicídio, porque o crime foi cometido contra a mulher “em razão da condição do sexo feminino, consistente em violência doméstica e familiar”, e descumprimento de medida protetiva.

Quando ouvido em audiência, ele disse que matou a ex-mulher porque, segundo ele, tinha sido traído. Também afirmou que foi até a escola conversar com a ex-mulher para que pudesse ver a filha. “Relata que quando foi visto pela vítima, ela saiu correndo, mas ele conseguiu entrar no carro onde ela estava, tentou conversar, mas foi agredido por ela, que se debatia e que, num ato de desespero, acabou golpeando-a”, como consta na sentença de pronúncia.

A guarda municipal que atendeu a ocorreu disse que quando chegou ao local encontrou o carro com a porta do passageiro dianteira aberta. Ela disse que Carolina estava em posição de “decúbito ventral, no banco do passageiro, ela estava ensanguentada e com diversas marcas de corte nas costas”. Outras testemunhas ouvidas pela Justiça também relataram que o casal estava separado, havia uma rotina de brigas e que Anderson era agressivo com a vítima e também com o filho.

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