Piracicaba tem 138,8 mil pessoas inadimplentes com dívidas que somam R$ 708 milhões. O número consta no Mapa da Inadimplência de abril deste ano publicado pela Serasa. No total, há 574.461 dívidas de piracicabanos cadastradas no órgão.
O total de inadimplentes corresponde a 31% da população de 434.432, de acordo com projeção do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). De acordo com os números da Serasa, a dívida média do piracicabano é de R$ 5.100,82, superior à média nacional que é de R$ 4.767,20.
Em entrevista ao Jornal de Piracicaba no dia 4 de junho deste ano, o economista Ricardo Buso lembrou que várias mudanças macroeconômicas mudaram o comportamento do consumidor, o que resultou em insegurança. Nesta segunda-feira (26), ele ratificou o que havia dito. “É impossível não visualizar uma insegurança para o consumo da classe trabalhadora, que perdeu poder de negociação de forma significativa. Enquanto a participação do trabalho assalariado decaia no total da renda do País, a inflação avançava. De 2017 até o final de 2022 ela registrou 35,59%, que não só ficou mais difícil de ser reposta em capacidade de consumo, mas somou problemas aos muitos que perderam renda até em termos nominais”, disse.
Os números de Piracicaba indicam que a cidade está na média ou abaixo dela em relação ao Estado de São Paulo e ao País. Segundo o levantamento, no Brasil há 71,44 milhões de pessoas em situação de inadimplência. As faixas etárias com as maiores fatias da população com nome restrito são de 24 a 40 anos e 41 a 60 anos, cada uma delas representando 34,8% do total dos inadimplentes. A faixa etária acima de 60 anos representa 18%.
Ao todo, o Brasil conta com mais de 258 milhões de dívidas, que, somadas, ultrapassam a quantia de R$ 334,5 bilhões em março. O valor médio das dívidas de cada inadimplente passou a ser de R$ 4.731,62 e os valores aproximados de cada dívida chegam a R$ 1.293,69 – Distrito Federal, Santa Catarina e São Paulo seguem apresentando os três maiores valores da série entre os Estados, com valor médio de R$ 7.187,92, R$ 6.612,76 e R$ 5.464,44 respectivamente.
Os Bancos e os cartões de crédito seguem como a principal razão da inadimplência, com 31,03% das dívidas. Na sequência, as contas Básicas concentram 22,02% dos débitos e Varejo representa 11,2%.
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