A data de hoje, 21 de junho marca um ano da terrível tragédia que abalou Piracicaba e deixou a sensação de insegurança nos usuários do transporte coletivo na cidade.
A agressividade de um homem armado de faca contra seis pessoas que voltavam do trabalho dentro do ônibus Expresso 444 do Vila Sônia, provocando três mortes, obrigou a reflexão de todos sobre a segurança nas ruas da cidade e no transporte coletivo, reforçando a importância da solidariedade e do apoio mútuo nessas situações.
Naquele dia, as imediações do ponto de ônibus da avenida Armando de Salles Oliveira foram tomadas por viaturas do Resgate, Samu, Força Tática, Baep, Polícia Civil, Guarda Civil Metropolitana, Semuttran entre outras, que prestaram apoio no momento em que as informações ainda eram desencontradas e estavam sendo assimilada, com perplexidade.
O que deveria ser uma viagem tranquila e rotineira em um ônibus urbano se transformou em uma cena de horror, quando um indivíduo cheio de ódio investiu contra os passageiros, na maioria mulheres e idosos que voltavam do trabalho, e portando uma grande faca, matou três pessoas e feriu outras três de forma brutal, sendo preso pela Polícia Militar em seguida.
As notícias chegaram com angústia para as famílias das vítimas dessa violência inexplicável, abalando toda a comunidade.
Um outro lado que marcou a tragédia foi a solidariedade das pessoas dentro do ônibus e durante o socorro, com a coragem de pessoas que morreram ou se feriram gravemente para evitar uma tragédia maior, com o dobro de vítimas.
Momentos após o ocorrido nossa reportagem falou com a passageira Tainara Gonçalves que contou como foi o incidente. "O ônibus estava no TCI e estava tudo tranquilo, ele entrou e sentou na parte do fundo. Aí durante o percurso, ele falou que todo mundo que estava dentro do ônibus ia morrer e começou a atacar as pessoas", conta Tainara.
Passado o impacto e a perplexidade do momento, após um ano o processo está na avaliação psiquiátrica do autor de 53 anos. Os terminais de integração da cidade contam com guardas e vigilância 24 horas, mas as câmeras de monitoramento dos ônibus ainda não foram colocadas.
Morreram no ataque, Adriana Coelho da Silva de 42 anos, Roseli Ramalho Ferreira, 55 e Valdemar da Silva Venâncio de 68 anos.
JUSTIÇA SOLICITA NOVO EXAME DE INSANIDADE MENTAL
Após nova decisão da Justiça, o autor do ataque aos passageiros da linha 444 do transporte coletivo urbano de Piracicaba deverá passar por novo exame pericial de insanidade mental. Na decisão assinada pelo juiz Luiz Antônio Cunha, no dia 29 de maio deste ano, responsável pelo caso, foi convertido o julgamento do acusado em diligência. A solicitação se baseou em incoerências apontadas pelo MP-SP (Ministério Público do Estado de São Paulo, vale lembrar que esse é o segundo pedido de laudo para atestar a sanidade mental do autor do ataque.
Na decisão do magistrado há solicitação que os profissionais que realizaram a primeira perícia não sejam utilizados pelo Imesc (Instituto de Medicina Social de Criminologia de São Paulo). Ainda segundo o juiz será necessário que os profissionais especifiquem as justificativas que levarão a assinatura do laudo. Além disso, o magistrado solicita urgência e prioridade ao caso, por conta da idade do acusado.
Segundo o promotor de Justiça, Aluísio Antônio Maciel Netro, o magistrado deferiu o pedido do Ministério Público que impugnou o primeiro laudo apresentado em razão de incoerências constatadas pelo setor técnico de psiquiatria do Ministério Publico.
PRIMEIRO LAUDO
O primeiro laudo foi apresentado à Justiça, no final de 2022, atestando a insanidade mental do autor do ataque ao ônibus que deixou três mortos e três feridos na tarde de 21 de junho, na avenida Armando de Salles Oliveira entre as ruas Voluntários de Piracicaba e Rangel Pestana. Após a divulgação do laudo a defesa solicitou a internação do acusado em um manicômio judiciário.
Clique para receber as principais notícias da cidade pelo WhatsApp.