O Dia dos Namorados é comemorado amanhã (12) e nada melhor do que celebrar as diferentes formas de amor! O JP conversou com casais homoafetivos que, ainda, precisam vencer alguns obstáculos durante as suas trajetórias, como questões familiares, preconceitos e seus direitos na sociedade.
Danuta Rodrigues (39) e Isa Andrade (42) estão juntas há 5 anos. Embora ainda há falta de reconhecimento e, também, para evitar qualquer problema, fizeram um documento de união estável. “Recentemente a Isa passou por uma cirurgia, eu a visitei no hospital e recebi as informações dos procedimentos hospitalares sem nenhuma dificuldade, nos “armamamos” de situações como essa, sabemos como proceder caso tivéssemos algum problema na questão de nos reconhecer como um casal, como uma família. Lidamos nos respaldando juridicamente, e qualquer avanço nesse sentido fazemos questão de fazer uso”, conta Danuta.
Mesmo que nenhuma tenha sido expulsa de casa ou tiveram rompimentos familiares, ambas passaram por um processo de paciência em relação à aceitação de sua família. “Minha mãe manda mensagem de bom dia todos os dias pra Isa e meu pai a convida para seu aniversário sempre. Eu, Danuta tenho uma relação de muito carinho com minha sogra e, era a mesma coisa com meu sogro, que assim como eu era professor e adorava política, recentemente nos deixou e as lembranças, no sentido do respeito são as melhores possíveis. Se posso dar um conselho aos casais lgbt´s é que jamais deixem de viver sua essência por questões familiares”, relatam.
O psicólogo Sérgio Santos explica que a falta de acolhimento pode levar até ao suicídio ou homicídio, em momentos de forte emoção, tais como excesso de raiva e ciúmes. O profissional também reforça que o preconceito pode estar ligado ao modo de afetação ou de percepção do outro. “Isso é viver em função de uma ideia pré-concebida, tal como aquela que diz que uma pessoa só pode se inventar no mundo a partir das características biológicas com as quais nasceu. Essas pessoas evitam olhar para aquilo que não podem suportar ou que pode comprometer o seu “reinado”. É desta incapacidade de assimilar aquele que não os favorece ou favorece seus enredos de “vida feliz” que vem a vontade de eliminação do diferente, eis a LGBTfobia”, ressalta.
Já Leonardo Geraldy e Paulino Ferreira (21) e Jonatas Guilherme Classere da Silva (28) estão juntos há 10 meses, e comentam que por serem gay “masculinizados” não enfrentam tanto impedimento na vida profissional, por exemplo. “Já socialmente e emocionalmente continuamos como qualquer um da comunidade. Lutamos muito mais para se ter o mínimo. LGBTfobia é crime, então não aceitamos ser discriminados. Se é nosso direito lutamos para que seja cumprido”, diz Leonardo.
Leonardo e Jonatas lutam pelo fim da discriminação e preconceito
Já Leonardo Geraldy e Paulino Ferreira (21) e Jonatas Guilherme Classere da Silva (28) estão juntos há 10 meses, e comentam que por serem gay “masculinizados” não enfrentam tanto impedimento na vida profissional, por exemplo. “Já socialmente e emocionalmente continuamos como qualquer um da comunidade. Lutamos muito mais para se ter o mínimo. LGBTfobia é crime, então não aceitamos ser discriminados. Se é nosso direito lutamos para que seja cumprido”, diz Leonardo. “O problema que lutar tanto para se ter o mínimo desgasta. Enquanto que héteros, no geral, já os têm sem esforço nenhum. Ser gay, preto, pobre e da periferia resulta em você conhecer o pior da sociedade”, reforça.
Além disso, ambos casais quebram o papéis histórico-sociais. Para eles, não há uma divisão do que uma mulher ou homem se dividem a fazer. “Somos um casal de mulheres com livres escolhas e nossa relação é baseada no amor, na partilha, na construção. Tudo exatamente, tudo e dividido, conversado e compartilhado”, comenta Danuta.
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