Um adolescente de 17 anos foi agredido pelo pai de um aluno na porta da Escola Estadual Pedro de Mello, no distrito de Tupi, em Piracicaba. O caso aconteceu na manhã da última segunda-feira (5), e as forças de segurança foram chamadas por funcionários da escola.
De acordo com o boletim de ocorrência, o caso teve início quando um adolescente, de 15 anos, foi repreendido por uma menina, também de 15 anos, após fazer comentários pejorativos sobre a aparência física, cabelos e corpos de outras meninas da escola. Segundo o registro policial, a menina teria pedido para ele parar com as ofensas, pois a atitude era “feia e chata”. O menino teria se revoltado com a reclamação e, ainda de acordo com o registro policial, disse que ela “era uma vagabunda”. O registro indica que a jovem foi até a diretoria e reclamou da atitude do menino, que foi suspenso por um dia.
O boletim de ocorrência indica que a menina chegou em casa chorando, o que fez com que o irmão dela fosse tirar satisfação com o garoto no dia seguinte, para que ele pedisse desculpas. Quando chegou na escola, o adolescente teria sido surpreendido pelo outro jovem e pelo pai. O jovem teria dado um “mata-leão” na vítima, enquanto o pai, em seguida, teria dado um soco e o chamado de “macaco”. Funcionários da escola intervieram e chamaram a Polícia Militar. Os policiais teriam ido até a casa do suspeito e do filho dele, mas não os encontraram por lá. A polícia encontrou uma cápsula de munição calibre 38 já deflagrada. O caso foi registrado como lesão corporal e injúria racial.
POSICIONAMENTO
A Secretaria Estadual de Educação repudiou, em nota, o ato de racismo e as agressões. “A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo repudia qualquer ato de racismo e agressão dentro ou fora do ambiente escolar. No momento do ocorrido, funcionários da escola que acompanhavam a entrada dos estudantes intervieram e acionaram as autoridades de segurança pública”, citou a Secretaria Estadual.
Segundo a pasta, a escola prestará o apoio necessário ao estudante e uma equipe do Conviva SP, programa de melhoria da convivência e proteção escolar, será enviada até a escola para intensificar as estratégias de mediação de conflitos entre os alunos. “O caso foi inserido na Plataforma Conviva SP - Placon, sistema utilizado para acompanhamento de registro de ocorrências escolares na rede estadual de ensino. A unidade escolar e a Diretoria de Ensino de Piracicaba estão à disposição das autoridades para mais esclarecimentos”, informou a Seduc em nota.
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