Karina Aparecida Matias, tem 47 anos, foi fumante durante 28 anos e há 60 dias não coloca cigarro na boca. “Comecei a fumar com 18 anos e fumei por 28 anos, queria muito parar de fumar e por intermédio do Posto de Saúde do bairro Primeiro de Maio, descobri que eles têm um grupo de tabaco, só que nunca conseguia frequentar por causa dos horários do meu trabalho. Agora estou desempregada, pelo fato de cuidar da minha mãe que está no processo de tratamento de um câncer de garganta por conta de ter sido fumante por 50 anos”, explicou.
Karina relata que o maior incetivo para parar de fumar é de ver o sofrimento de sua mãe. “Tenho acompanhado de perto o que está acontecendo com a minha mãe, tudo que ela passou e está passando, e tudo por conta do cigarro. Todo fumante fala que tem vontade de parar, mas é necessário dar o primeiro passo e tomar a decisão que o cigarro não vai mais fazer parte da nossa vida. Eu consegui, graças a ajuda dos profissionais do grupo do posto de saúde”, declarou.
A médica cardiologista Juliana Barbosa Previtalli, é cardiologista do corpo clínico da Santa Casa de Piracicaba e diretora científica da regional de Piracicaba da Socesp (Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo) e idealizadora do projeto antitabagismo “Paradas pro Sucesso”, comentou o que a dependência do tabaco na vida do ser humano. “O tabagismo está relacionado com mais de 50 doenças diferentes, as mais importantes são as doenças cardiovasculares e que matam mais as pessoas que fumam. O tabaco provoca a hipertensão, infarto e também o AVC (Acidente Vascular Cerebral), até doenças como a gastrite, alterações da parte digestiva, respiratórias, enfisema pulmonar, bronquites e, principalmente, os cânceres de boca, laringe, bexiga e até leucemia são causados pelo tabagismo. Vale lembrar que o fumante passivo também está propício a adquirir essas doenças”, disse.
A especialista também disse que o tabagismo aumenta a incidência de câncer de pulmão. “A principal causa do câncer de pulmão é o tabagismo, 90% dos casos de câncer no pulmão têm como causa o uso de cigarros. Uma pessoa que não fuma tem 2.000 vezes menos o risco de ter um câncer de pulmão do que uma pessoa que fuma”, salientou.
Entres os mais jovens, o cigarro eletrônico tem sido a sensação. Justamente por vir disfarçado, jovens têm preferido os dispositivos e acreditam ser menos danosos a saúde. De acordo com uma pesquisa desenvolvida pelo Inca (Instituto Nacional de Câncer) em 2021, o cigarro eletrônico aumenta mais de três vezesorisco de experimentação do cigarro convencional e mais de quatro vezes o risco de uso do cigarro.
“É um material muito prejudicial, é uma forma de se consumir a nicotina, não existe a queima, mas é um produto um dispositivo, dentro do cigarro eletrônico tem uma substância líquida que está inserida a nicotina, o que faz a pessoa viciar, a nicotina é que provoca as alterações na questão vascular. Os jovens infelizmente desconhece os riscos do cigarro eletrônico, tem cheiro gosto, cheiro de baunilha, chocolate, ou seja, é o apelo desse tipo de cigarro, mas muito prejudicial a saúde”, explicou.
“A pessoa que para de fumar tem uma melhora na qualidade vida, normaliza a pressão arterial e o risco de infarto cai pela metade”, finaliza.
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