10 de julho de 2026
MAIS CARA

Prepare o bolso: conta de energia vai ter reajuste médio de 4,89%

Por Ronaldo Castilho | ronaldo.castilho@jpjornal.com.br
| Tempo de leitura: 2 min
Alessandro Maschio/JP
O efeito médio total nas tarifas para esse ano foi de aumento de 4,89% para todos os consumidores

A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) aprovou na última terça-feira (4) reajuste médio de 4,89% para as tarifas da CPFL (Companhia Paulista de Força e Luz). Os novos valores passam a ser cobrados a partir de sábado, (8), para os 4,8 milhões de unidades consumidoras localizadas em 234 municípios do Estado de São Paulo, incluindo Piracicaba e Região Metropolitana de Piracicaba.

A cada cinco anos a Aneel estuda todos os itens que compõem a conta de energia elétrica e define a revisão tarifária da CPFL Paulista. O objetivo do órgão regulador é sempre preservar o equilíbrio econômico-financeiro da concessão.

O efeito médio total nas tarifas para esse ano foi de aumento de 4,89% para todos os consumidores, sendo 5,44% para a alta tensão e 4,60% para baixa tensão, em média. Para clientes residenciais o reajuste será de aproximadamente 4,30%.

No cálculo das tarifas, a Aneel considera a previsão de custos com compra de energia (geração), sistema de transmissão e os encargos setoriais, de acordo com as regras estabelecidas para o setor. Para distribuição de energia elétrica, única parte que a CPFL Paulista gerencia, a Aneel estabelece a receita de eficiência da empresa.

Os custos que não são gerenciáveis pela distribuidora aumentaram ligeiramente, impulsionando principalmente pelo aumento das despesas com as transmissoras. Energia apresentou-se estável e encargos setoriais, com queda. O primeiro já reflete a redução da tarifa Itaipu, ocorrida a partir de janeiro, e o segundo em função do recebimento de recursos oriundos da privatização da Eletrobras, diz a nota enviada pela CPFL Paulista.

Ainda em nota, a CPFL Paulista diz que os custos que a distribuidora gerencia se mantiveram estáveis. No cálculo a Aneel considerou os investimentos realizados pela CPFL Paulista nos últimos cinco anos. Destaca-se que o principal fatos para a estabilidade foi a redução de custos operacionais frente o crescimento da base de ativos da distribuidora.

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