O Dia Mundial de Conscientização do Autismo é celebrado neste domingo, (2), com o objetivo de sensibilizar a sociedade sobreotema e combater o preconceito contra essas pessoas, que não possuem uma doença, e, sim, um transtorno do neurodesenvolvimento que prejudica a comunicação verbal e não verbal.
Soraya Satin Campos é mãe de Matheus Campos Zulini de 3 anos. Ela disse que o relacionamento de uma criança autista com os pais e família é um pouco diferente nas formas de demonstrar emoções. “Estou me especializando no assunto, inclusive estou fazendo uma pós-graduação em TEA (Transtorno do Espectro Autista) para saber o que se passa com eles. Cada criança tem um comportamento do espectro. Como eles não demonstram muitas emoções, nós temos que dar um amor incondicional, para se sentirem acolhidos e saberem que tem alguém que sempre estará presente e dando toda a atenção”, explicou.
“De um modo geral, eles gostam de estar sempre perto da gente, de serem acolhidos e de muito carinho. Matheus é uma criança muito feliz, ele acorda sorrindo, sempre de bom humor. Tenho uma filha de 5 anos onde expliquei o autismo de uma forma que ela entenda que o irmãozinho não faz as mesmas coisas que ela, porque sempre havia um questionamento de algumas atitudes, mas em várias atividades eles interagem constantemente, isso já é um avanço”, disse.
Sueli Arvati Hoffman é mãe de Ian Arvati Hoffman, de 10 anos. “Meu filho falou a primeira palavra com 4 anos, desde então a compreensão das coisas que ele quer ficou muito mais fácil, porém, Ian tem as suas particularidades como seguir uma rotina, quando a rotina é quebrada, se desregula um pouco, neste caso eu procuro antecipar a nova situação, isso ajuda muito”, disse.
“O que mais me incomodava era a falta da fala, não percebia nem uma outra situação que levasse a pensar no autismo, até porque, eu não conhecia nada sobre o assunto. Quando eu levava meus filhos no Pronto Atendimento Infantil onde tinham vários pediatras, eu sempre perguntava sobre meu filho não falar com 3 anos,enenhum profissional me alertou. Só uma vez que uma médica me orientou a procurar um neuropediatra, pois, o meu filho poderia ser autista”, declarou.
Segundo Eliane Saliba, presidente do IAP (Instituto Autismo Piracicaba) o instituto trabalha com uma abordagem desenvolvimentista e interracionista. “Acreditamos no afeto e seguir a liderança da criança, ou seja, aquilo que é significativo para a criança são fundamentais para o processo do desenvolvimento. Como eu vivo também essa realidade, pois também sou mãe de um jovem autista, eu sei os desafios das famílias e dos autistas. Eles são verdadeiros guerreiros”, disse.
O secretário de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Marcos da Costa, disse que a pasta se reúne frequentemente com a sociedade civil. “Nos reunimos com representantes da sociedade civil, instituições da causa de todo estado na intenção de reforçar as ações já existentes e desenvolver novas iniciativas”, disse.
Clique para receber as principais notícias da cidade pelo WhatsApp.