10 de julho de 2026
MUSICAL

Piracicaba vai ser palco de resgate histórico musical de composições

Por Da Redação | Jornal de Piracicaba
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação
‘Memória Musical Caipira’ é um registro de músicas criadas entre 1913 e 1932

Obras quase esquecidas de compositores paulistas nascidos em fins do século 19, tendo como destaque Belmácio Pousa Godinho (1892-1980), Tristão Júnior (1880-1935), Benedito Dutra Teixeira (1892-1962), além de Erotídes de Campos (1896-1945) e outras dezenas de compositores anônimos serviram de mote para a criação do projeto Memória Musical Caipira, que será apresentado em formato de concerto nesta quinta-feira (30), às 20h, no Teatro Erotídes de Campos.

A realização é do Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa e, também, conta com o apoio da Semac (Secretaria Municipal da Ação Cultural). A entrada é 1kg de alimento não perecível.

Realizado durante quase dois anos e fruto da pesquisa e direção musical de Saulo Ligo e coordenação de André Bertini, ambos também compositores, as gravações e as recriações das 45 peças que compõem o projeto envolveram mais de 40 profissionais diretos, entre músicos, técnicos e profissionais de diversas áreas.

Além da apresentação do dia 30 de março, o Memória Musical Caipira disponibilizará ao público uma Coletânea de 3 álbuns com composições que exploram a valsa, polca, mazurca, schottisch e choro num diálogo com o romântico brasileiro, o modernismo e a Belle Époque. Um Songbook com a editoração das partes das 45 obras gravadas e os respectivos playbacks, contendo ainda informações textuais sobreoperíodo histórico-musical, os perfis biográficos dos compositores e as características das composições escritos por pesquisadores e musicólogos; e um Documentário com o registro da cenas do processo de pesquisa, do levantamento de repertório, da criação dos arranjos e da gravação da coletânea em estúdio, com entrevistas e depoimentos de músicos e pesquisadores sobre as relações musicais e históricas da cena cultural do interior paulista. Lançamentos previstos paraomês de maio.

Com arranjos do Maestro Marco Abreu e participação de 20 músicos, todos vinculados à cena musical piracicabana, além das participações especiais dos músicos Alessandro Penezzi, Nailor Proveta e Rafael Toledo. As músicas foram gravadas, mixadas e masterizadas por Celso Rocha, com a consultoria técnica de gravação de Amaro Moço, técnico com décadas de experiência nos estúdios da Odeon e Accari. A produção audiovisual, incluindo o projeto gráfico foi coordenada pela cineasta Bruna Epiphanio.

“Nossa mobilização partiu do desejo comum de resgatar a memória paulista preenchendo a lacuna da história das músicas do interior do Estado com uma produção que tivesse impacto nas questões de memória e identidade culturais. Percebemos então que o ineditismo de obras com mais de 100 anos eolevantamento biográfico de artistas desconhecidos ou pouco representados na cultura musical paulista vinham ao encontro de uma discussão que nos interessava sobreosistema de notação musical e sua relação com o ensino da música nas escolas das últimas décadas do século XIX e início do século XX, bem como o levantamento histórico das fontes que revelassem traços culturais da época em que as obras foram criadas (anos 1910) e as consequentes transformações para a atualidade na perspectiva musicológica”, resume o produtor e cavaquinista Saulo Ligo.

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