10 de julho de 2026
JOÃO SAMPAIO

Após queixas, Secretaria de Educação do Estado anuncia contratação em Piracicaba

Por Beto Silva | beto.silva@jpjornal.com.br
| Tempo de leitura: 2 min
Alessandro Maschio/JP
Segundo mãe de aluno, não havia funcionário para atender o telefone da escola

A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo informou, nesta terça-feira (28), que foram contratados quatro agentes de organização escolar para a escola estadual João Sampaio nas últimas semanas. Segundo a pasta, a Diretoria de Ensino de Piracicaba está empenhada em completar o quadro de funcionários da unidade e que está em andamentoacontratação de mais de 7.000 agentes pelas 91 Diretorias de Ensino do Estado. A falta de funcionários na escola do bairro Ibirapuera, foi criticada por uma mãe de aluno, conforme matéria publicada ontem (28) pelo Jornal de Piracicaba.

A assistente administrativa Débora Ubelino da Silva disse que decidiu ir à escola depois de mais de uma semana tentando ligar no estabelecimento. Em conversa com uma supervisora, a mãe foi informada da falta de funcionários.

MEDIDAS

Na segunda-feira (27), após o ataque a professores e estudantes em uma escola da Capital, o Governo de São Paulo anunciou uma série de medidas para ampliar o acolhimento psicológico e ações de prevenção à violência no ambiente escolar. O anúncio foi feito pelos secretários de Educação, Renato Feder, e de Segurança Pública, Guilherme Derrite, em coletiva à imprensa sobre o caso na Escola Estadual Thomazia Montoro, na zona Oeste da Capital. A presidente da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) e deputada estadual, Professora Bebel (PT), criticou o que ela classifica como sucateamento do ensino no estado e cobrou medidas do governo paulista.

A primeira iniciativa anunciada pelo Estado é o investimento no programa Conviva (Programa de Melhoria da Convivência e Proteção Escolar), que existe desde 2019, e será intensificado de forma que 5.000 profissionais fiquem dedicados à aplicação das políticas de prevenção à violência nas unidades. Os novos educadores devem receber treinamento para identificar vulnerabilidades de cada unidade, além de colocar em prática, ações proativas de segurança.

Segundo o Estado, atualmente, profissionais de 500 escolas estaduais estão capacitados para implementar as propostas de acolhimento e convívio do Conviva SP.

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