Um dos impactos negativos no orçamento do poder público são os atos de vandalismos, que além de ter um prejuízo aos cofres públicos, afetam diretamente o atendimento à população. A estimativa da prefeitura é de aproximadamente R$ 265 mil gastos em 2022, para a recuperação dos locais que sofreram atos de vandalismos e furtos.
Em 2022, a Guarda Civil atendeu 125 ocorrências contra próprios públicos, sendo quatro arrombamentos; 27 de dano e depredação; 52 furtos/furtos tentando; cinco invasões; seis pichações, dois de vandalismo; duas violações e 27 outras ocorrências. Em 2023 até o dia 7 deste mês, foram contabilizados quatro ocorrências contra próprios públicos, sendo dois furtos/furtos tentando em janeiro, um dano ao patrimônio público em fevereiro e outro em março.
Nos prédios da Educação, com furto de fiação, torneiras, refletores, e outros, os prejuízos somaram R$ 64.400, em 2022. Na Saúde, também com furto de fiação e danos na estrutura, os prejuízos chegaram a R$ 16.146, em 2021; R$ 72.343, em 2022 e R$ 3.530, em 2023.
O transporte público também é um setor que enfrenta problemas de vandalismo, segundo dados da Semuttran (Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana, Trânsito e Transportes). Em 2022 foram gastos com manutenção de vandalismo cerca de R$ 14 mil nos terminais. Nos banheiros foram trocados os dispensers de sabonete e álcool, substituição de lixeiras, mictórios, vasos sanitários, barras de apoio dos sanitários adaptados, portas dos banheiros, fechaduras, válvulas de descargas e reparos, válvulas de mictórios e reparos, sifões, secadores de mãos, carga de CO2 para desentupimento de ralos, mictórios e vasos sanitários. Nos bebedouros foram trocadas as torneiras e mangueiras e desentupimentos quase que diários das mangueiras coletoras de saída. Seis extintores foram furtados, quatro no TPI (Terminal do Piracicamirim) dois de água 10 litros, e dois de pó 6 kg e dois no TVS (Terminal do Vila Sônia) de pó 6 kg. Mangueiras de incêndio furtadas, refletores furtados da parte externa nos terminais e sensores de presença e plafons nos banheiros furtados e depredados.
Ainda segundo a Semuttran, em 2021, 2022 e 2023 foram vandalizadas em torno de 350 placas de trânsito. O prejuízo anual giram em torno de R$ 32 mil. Também há casos de furtos pela fácil venda de ferro e também outros materiais de sinalização, como cones ou bombas sinalizadoras.
A Semozel (Secretaria Municipal de Obras e Zeladoria) informou que o caso mais comum são os furtos de materiais elétricos. Foram 34 registrados em 2021; 62 em 2022 e 16 em 2023. A estimativa do valor gasto com a reposição dos materiais elétricos furtados nos três anos é de R$ 250 mil.
"Enfrentamos um problema grave na questão do vandalismo, porque quando temos material furtado, além do retrabalho das equipes em repor, temos também gastos para novas compras e manutenção. É importante que a população nos ajude a denunciar casos de furtos, pois assim conseguiremos garantir o bom funcionamento dos aparelhos e espaços públicos na cidade", alerta o titular da Semozel, Paulo Roberto Borges.
“As pessoas precisam se conscientizar que os atos de vandalismo prejudicam a própria segurança da sociedade no trânsito, porque uma placa danificada perde suas características originais e, portanto, a eficácia como dispositivo de controle. Estamos atentos para realizar a troca das placas quando necessário. O mesmo ocorre com o vandalismo em terminais de ônibus, que prejudica as pessoas que dependem diariamente desse importante serviço público. Contamos com a ajuda da população para que esses atos diminuam cada vez mais, porque vandalismo é crime”, falou a titular da Semuttran, Jane Franco Oliveira.
Atos de vandalismo são crime com pena de detenção de seis meses a três anos, além de multa, conforme o inciso III do artigo 163 do Código Penal. Os atos podem ser denunciados pelo telefone 153, da Guarda Civil.
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