08 de julho de 2026
DOWN

Data reforça inclusão e a luta pelo fim do preconceito

Por Ronaldo Castilho | ronaldo.castilho@jpjornal.com.br
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação
Murillo e Geovana Travalini são muito unidos e vivem intensamente cada minuto

Geovana Travalini é mãe do Murillo, que tem 28 anos e que tem down. “Meu filho é um jovem extrovertido, carismático, trabalha há 6 anos no Hospital Unimed em Piracicaba, no setor de CME (Central de Material Esterilizado). Ele levanta todos os dias às 6h, entra no trabalho às 7h e saí às 16h. Três vezes por semana tem atividades físicas com uma personal e uma vez por semana tem atividade com uma psicopedagoga”, disse.

Murillo representa as milhares de pessoas com down e prova que é possível pessoas com um cromossomo a mais construir sua independência.

A data de hoje, 21 de março, foi criada pela Down Syndrome International em 2006 e representa a singularidade da triplicação (trissomia) do cromossomo 21, que causa esta ocorrência genética. O objetivo é celebrar a vida das pessoas com Síndrome de Down e disseminar informações para promover a inclusão de todos na sociedade e reforça a importância do fim do preconceito e da disseminação de informações. A data, ainda reflete sobre o caminho necessário para as conquistas e, acima de tudo, para trazer reflexão e conscientização da sociedade sobreanecessidade de entender de fato a diversidade humana.

Para o presidente do Espaço Pipa, Adryano Machado, não é só dia de reflexão, mas de ação. “Vivemos num mundo onde as diferenças precisam ser conhecidas, aceitas e unificadas, pensamentos e atitudes extremistas e irracionais vê muito de não nos conhecermos como diversidade infinita em unidade absoluta. Então acredito que não seja somente um dia de reflexão, mas mais do que isso,éum dia de ação”, salientou.

Sobre o Espaço Pipa, Machado disse que a instituição tem os seus desafios. “Uma instituição social sempre tem desafios importantes, como: aumentar a consciência e engajamento social na causa proposta, envolver e aumentar a participação ativa de todos os envolvidos e família, buscar novas parcerias de acesso e recursos paraomovimento estar sempre crescendo, além de conscientizar a rede de apoio sobre direitos da pessoa com deficiência e romper violações naturalizadas socialmente”, disse.

Para a Mariana Luciano, gerente do CRP (Centro de Reabilitação de Piracicaba), os novos desafios é a autonomia da pessoa com Síndrome de Down, que ainda é comprometida.

“A pessoa com Síndrome de Down tem plena condição de ser incluída na sociedade em todas as esferas, seja no mercado de trabalho, morar sozinho, casar, ter filhos, estudar, estar onde quiser e da forma que quiser”, enfatizou.

Mariana ainda disse que é necessário falar sobre inclusão e acessibilidade. “Apesar de achar que um tema muito mencionado, muitas pessoas ainda não sabem como tratar, lidar e incluir uma pessoa com deficiência, não existe inclusão sem capacitação”, finalizou a gerente do CRP.

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