10 de julho de 2026
ECONOMIA

Economia de Piracicaba mais importou do que exportou no ano passado, mostra estudo

Por Roberto Gardinalli | roberto.gardinalli@jpjornal.com.br
| Tempo de leitura: 2 min
Alessandro Maschio/JP
Produção de máquinas pesadas liderou as exportações

Um estudo do projeto Economia Metropolitana mostrou que, em 2022, Piracicaba importou mais do que exportou produtos. O mesmo estudo mostra, no entanto, que a diferença entre compras e vendas não é tão significativa, o que acaba compensando a balança comercial da cidade. Ainda de acordo com a pesquisa, o que alavancou tanto as importações quanto as exportações foram as indústrias da cidade, em especial da área metal-mecânica.

O estudo tem como base dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Segundo os dados oficiais, exportações foram lideradas pela produção de máquinas pesadas, como tratores e escavadeiras, seguido pela indústria sucroalcooleira. Em terceiro lugar, aparecem as exportações de automóveis de passageiros. Com relação às importações, em primeiro lugar aparecem as montadoras de automóveis, seguida pela produção de máquinas pesadas. A importação de motores aparece em terceiro lugar.

Segundo o estudo, durante o ano passado, US$ 2,802 bilhões em produtos foram exportados, enquanto US$ 2,924 bilhões foram importados. A diferença é de US$ 122 milhões, equivalente a 2%. Segundo o economista Ricardo Buso, idealizador do projeto, a predominância das importações não quer dizer que a economia local está em baixa. Isso porque o valor do dólar tem contribuído para balancear a diferença entre importações e exportações. “Embora a importação seja maior em Piracicaba, a diferença não pode ser entendida exatamente como prejudicial para o conjunto da economia local no momento”, explica. “O atual patamar da taxa de câmbio, relativamente estabilizado entre R$ 5,00 e R$ 5,50, tem contribuído para a exportação, em proporção maior no conjunto da RMP, mas também com seus benefícios aos muitos exportadores piracicabanos”, completa.

ATIVIDADE

A pesquisa cita, também, a RMC (Região Metropolitana de Campinas) como exemplo de região em que as importações lideram, mas que não afetam a economia de maneira negativa, além de ter a indústria como uma das principais atividades econômicas. “Em economias abertas, o desenvolvimento econômico não é movido apenas por exportações. A pujante e vizinha Região Metropolitana de Campinas (RMC) tem um perfil tipicamente importador. Ou seja, mais importa que exporta, o que não impede seu vigor”, explica.

“Piracicaba tem um conjunto industrial muito desenvolvido e diversificado, que ocupa maior proporção no total da economia em relação a outras cidades da RMP. Em áreas de proporção industrial menores abre-se espaço para a agropecuária, que já tem vocação exportadora”, completa.

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