30 de junho de 2026
AGRESSÃO

Mulheres contam que foram agredidas por enfermeira, em Boletim de Ocorrência

Por Ronaldo Castilho | ronaldo.castilho@jpjornal.com.br
| Tempo de leitura: 2 min
Arquivo JP
A ocorrência aconteceu na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Piracicamirim

As duas mulheres que foram acusadas ter agredido uma enfermeira de 50 anos, na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Piracicamirim, na sexta-feira, 10, contaram a sua versão da história por intermédio de um Boletim de Ocorrência, feito no dia 11, às 0h10.

A filha do paciente de 29 anos, disse que estavam aguardando o pai dela na sala de espera do Raio X, sendo autorizada pelo médico que estava atendendo a ficar naquele local. Segundo ela, estavam em silêncio, e não estavam atrapalhando qualquer movimentação da unidade de saúde.

A enfermeira de 50 anos pediu para que elas se retirassem do local, pois estavam atrapalhando seu trabalho e o funcionamento da unidade, no mesmo momento a filha do paciente disse que estava aguardando naquela sala, pois tinha autorização do médico, e que não estava atrapalhando, diante disso, a enfermeira se exaltou e começou a agredir verbalmente a filha e a mulher do paciente. “Ela nos chamou de vagabunda”, disse. Segundo o Boletim de Ocorrência a filha do paciente disse que a enfermeira deu um soco em seu rosto, tendo outros pacientes de testemunha.

Após o ocorrido o médico foi falar com a filha da paciente e disse que havia se comunicado com a enfermeira chefe, que ele havia liberado as duas mulheres permanecerem esperando no local e que não havia necessidade de agir daquela forma.

ENTENDA O CASO

Uma enfermeira de 50 anos, procurou o Plantão Policial no domingo, 12, por volta das 10h40, para registrar Boletim de Ocorrência de agressão que aconteceu na sexta-feira, 10, às 21h45, dentro da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Piracicamirim, local de trabalho da enfermeira.

Ela relata que estava no trabalho, quando foi orientar duas mulheres, um de 29 anos e outra de 58 anos, que estavam acompanhando um paciente em atendimento, e que poderia ficar na sala de aplicação somente uma acompanhante, sendo que uma delas deveria se retirar do local, e aguardar na sala de espera.

A filha do paciente de 29 anos, ficou totalmente alterada, iniciando uma discussão com a vítima e em determinado momento passou a lhe agredir, momento que a esposa do paciente de 58 anos, também entrou na discussão tentando também agredir a vítima.

Com a discussão, vieram diversas enfermeiras para conter as duas mulheres, tendo a vítima conseguindo sair do local para acionar a Polícia Militar. Mesmo com a chegada da PM, as mulheres continuaram ameaçando e xingando a vítima. O Boletim de Ocorrência informou que outras funcionárias da unidade de saúde também foram agredidas no momento em que tentavam conter a discussão. A vítima ficou com os braços arranhados e teve o dedo indicador da mão esquerda fraturado, sendo atendida no COT (Centro de Ortopedia e Traumatologia). Ela teve o dedo imobilizado.

NOTA DA PREFEITURA

A Secretaria de Saúde informa que a ocorrência foi devidamente registrada e aguarda apuração a ser realizada pela Polícia Civil.

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