11 de julho de 2026
PEDRO BARON

Alunos com deficiência não retornam às aulas por falta de professores

Por Beto Silva | beto.silva@jpjornal.com.br
| Tempo de leitura: 2 min
Alessandro Maschio/JP
Secretaria de Educação não informou quando as aulas começam para esses alunos

As aulas na rede municipal de Piracicaba começaram nesta terça-feira (31) para 36 mil alunos, com exceção das crianças da Educação Especial da escola municipal Padre Pedro Baron, na Vila Rezende. Na unidade, os livros que serão usados neste ano letivo também não chegaram. As informações foram repassadas aos pais durante reunião com a direção da escola, realizada na segunda-feira (30), de acordo com o líder do MCCP (Movimento Contra Corrupção de Piracicaba) e pai de alunos da escola, Walter Koch. Segundo ele, foi informado pelos professores que não haveria distribuição de livros porque ainda não foi decidido quais materiais serão usados.

“Nessa escola, em específico, os alunos com deficiência não vão iniciar o ano letivo porque não existem ainda os professores auxiliares responsáveis para acompanhar os alunos com deficiência, ou seja, eles não iniciam as aulas por falta de profissionais”, informou Koch dizendo que recebeu da escola onde os filhos estudam.

A Secretaria de Educação de Piracicaba foi questionada sobre a denúncia e, de forma genérica, informou que autorizou, por meio do setor de planejamento, a convocação de professores para todas as unidades escolares, afim de garantir o chamamento desses profissionais e o pleno atendimento aos alunos da Educação Especial. “Todas as unidades já foram orientadas e contam com o apoio do departamento de Educação Básica da SME”, informou.

A pasta acrescentou que o processo de aquisição dos materiais, apostilas referentes ao sistema de ensino segue a sua normalidade e, neste mês de fevereiro, ‘vai trabalhar de forma planejada, com materiais para restabelecer os vínculos com os alunos e promover a avaliação diagnóstica da Rede’.

De acordo com a secretaria municipal, o sistema de ensino será responsável por unificar e padronizar os conteúdos programáticos a serem trabalhados dentro das salas de aula. A reportagem questionou quantos alunos especiais estudam na escola Padre Pedro Baron e qual a previsão de início das aulas para essas crianças e também sobre quando os livros devem chegar à unidade. As questões, no entanto, não foram respondidas.