09 de julho de 2026
SAÚDE

Sem equipamentos e equipe, Policlínica segue fechada há dois anos

Por Beto Silva |
| Tempo de leitura: 2 min
Alessandro Maschio/JP
Secretaria de Saúde informou que o prédio foi concluído pela atual gestão, mas não estavam previstos a compra de equipamentos

Iniciada a construção em 2020, com a referência de ser a 301ª obra da administração municipal da época, o prédio da Policlínica no loteamento Gran Park – Vida Nova – está longe da ‘pompa e circunstância’ que marcou os discursos naquele mês de outubro, quando o terreno começou a ser preparado para receber o empreendimento que consumiu cerca de R$ 1,5 milhão de recursos do Governo Federal. 

“A Policlínica terá ampla sala de espera, sanitários masculinos e femininos para pessoas com deficiência, fraldário, quatro consultórios de clínica médica, dois consultórios para ginecologia, um consultório de pediatria, uma sala de curativo, uma ampla sala de reunião, sala de procedimentos e coletas, sala de vacina, sala de descanso para funcionários, entre outros espaços”, trazia a nota da prefeitura ao se referir à construção de 883 metros quadrados de área construída. 

Os 15 meses de previsão para entrega se passaram e o prédio está lá, aguardando ser inaugurado e o que é melhor, ser usado pelos seis mil habitantes da região do Vida Nova. 

Questionada sobre o destino da policlínica, a Secretaria de Saúde informou que o prédio foi concluído pela atual gestão, mas não estavam previstos a compra de equipamentos, modelo de equipes de saúde e a contratação de profissionais. A pasta informou que já definiu o modelo de equipe para a unidade, porém, a prefeitura vem realizando concursos públicos para a contratação de profissionais, mas a baixa adesão acaba não suprindo as atuais demandas da população e tem dificultado a contratação da equipe, o que impossibilita a abertura da unidade. Com isso, o projeto segue no papel. “A SMS informa que tem feito a devida manutenção do prédio da unidade Vida Nova”, respondeu à reportagem.


SEM PREVISÃO

A resposta encaminhada ao JP foi a mesma dada no ano passado à vereadora Rai Almeida (PT). Na época, a parlamentar questionou a prefeitura sobre a unidade de saúde construída sem, no entanto, ter previsão orçamentária para contratação de pessoal e equipamentos necessários ao seu funcionamento. 

“De acordo com as informações que temos de liderança da comunidade, o prédio tem problemas de construção e para abrir faz-se necessário passar por reformas”, afirmou a vereadora.