11 de julho de 2026
GERAÇÃO 2030

Piracicabano de 10 anos brilha no Flamengo e é tratado como joia no Ninho do Urubu

Por Erivan Monteiro | erivan.monteiro@jpjornal.com.br
| Tempo de leitura: 3 min
Claudinho Coradini/JP

O pequeno Adriano Jr., de apenas 10 anos, é mais uma prova de que no Brasil brotam craques para o futebol. Com talento nato para o esporte, o piracicabano começou a treinar aos 4 anos e, nesta temporada, começou a pavimentar sua futura carreira profissional com o convite para treinar no Flamengo. Destaque do sub-10 e tratado como uma joia no Ninho do Urubu, o menino já conta com os serviços de um dos mais respeitados empresários de futebol do país e, de quebra, recentemente começou a ser patrocinado pela Nike, que o vê como um futuro craque da camisa 11.

"Os planos são de Deus; nós da família estamos apoiando e vivendo esse momento", conta o pai, Adriano Dias Eleutério, um motorista de ônibus que deixou seus objetivos pessoais de lado para viver o sonho do filho na Cidade Maravilhosa. "Acompanho desde sempre. Larguei tudo aqui e estou vivendo no Rio com ele", disse o pai, que, em Piracicaba, mora no bairro Paulista - o filho reside com a mãe na Pauliceia.

Juninho, como é mais conhecido, iniciou sua trajetória atrás de uma bola há seis anos, no CT Jonathan Cafu, na Paulista. Destaque entre os demais, começou a disputar torneios de sua categoria, atuando como atacante. E foi em um desses eventos, em Taubaté, no Vale do Paraíba, que ele foi descoberto pelos olheiros do Flamengo. Desembarcou no clube mais popular do Brasil em março e imediatamente começou a atuar na categoria sub-10.

"No primeiro jogo eu comecei como reserva. Aí o professor me colocou para jogar, eu me destaquei e quase fiz gol. No segundo jogo eu já comecei como titular e fiz dois gols", declarou o garoto, que ainda lembra dos primeiros toques na bola. "Desde quando comecei a andar,  já comecei a jogar. Quando fiz quatro anos, eu pedi para o meu pai me colocar em uma escolinha para poder jogar", conta o candidato a astro, que tem o Neymar, camisa 10 da Seleção Brasileira, como sua maior inspiração.

Nesta temporada, ele jogou pelo Rubro-Negro a Taça Guanabara e a Taça Rio, respectivamente primeiro e segundo turnos do Campeonato Carioca. Ganhou os dois e, ainda, foi o vice-artilheiro, com oito gols marcados. Como o Flamengo conquistou o turno e o returno, automaticamente ficou com o título do Cariocão Sub-10, sem a necessidade da finalíssima.

NIKE

Com muita qualidade nos gramados e a ascensão meteórica, o atacante também chamou a atenção da Nike, que fez uma proposta a seus pais para patrociná-lo. "O pessoal da Nike viu ele jogando e fez uma proposta, aceita por nós", lembra o pai, que atualmente está em Piracicaba com o filho curtindo férias de final de ano.

Além da gigante de materiais esportivos, outro importante nome se uniu à joia piracicabana: o empresário Giulliano Bertoluci, considerado atualmente um dos maiores empresários de jogadores do Brasil e que agencia estrelas do futebol mundial, como Reinier, Bruno Guimarães, Matheus Cunha, Pedrinho, David Neres e Antony, entre outros.

'NEM ACREDITO'

Orgulhoso pela qualidade que Juninho tem dentro das quatro linhas, o pai, Adriano Dias Eleutério, também revela surpresa pela velocidade com que as conquistas vêm chegando. "Assim, tudo em um pacote só, não esperava", admite o pai, que aproveita para falar das melhores características do menino como jogador de futebol. "Habilidade, intensidade e boa finalização", enumera.

O técnico Paulinho, primeiro professor do camisa 11 no CT Jonathan Cafu, destaca que o menino piracicabano tem muitas qualidades como jogador de futebol.

"Mas a principal delas é o 'um contra um', que é muito bom. Além disso, é um jogador aguerrido, que vai para cima", conta o treinador. "Isso prova que estamos no caminho certo", emendou Paulinho, o técnico que pode ter revelado um futuro astro do futebol.

A mãe do garoto, Daiane Silva, afirma estar vivendo um sonho com a trajetória precoce de seu filho. "Tem hora que eu nem acredito o que está acontecendo. Porque, geralmente, a mãe fica longe do filho quando cresce, quando vai para a faculdade... E ele com 10 anos ir embora de casa assim, é muito criança", conta a mãe.