Na tarde desta quinta-feira (1º), o “chão vai tremer” no Qatar. Espanha e Japão entram em campo às 16h, no Khalifa Stadium, em clima de decisão. As duas seleções disputam quem segue no Grupo E na Copa do Mundo. E, dependendo do resultado da Alemanha, ambas podem se classificar.
Os asiáticos, com três pontos (uma vitória e uma derrota), precisam desesperadamente da vitória para não depender do resultado da Alemanha, que no mesmo horário encara a Costa Rica. Já a “La Roja”, com quatro pontos ganhos (uma vitória e um empate), necessita apenas de mais um ponto para se qualificar automaticamente.
Em Piracicaba, há uma acentuada comunidade de espanhóis e japoneses. Ambos chegaram há mais de 100 anos de seus países de origem e ajudaram, muitas vezes unidos, a construir a história da Noiva da Colina. Nesta quinta-feira, porém, estarão em lados opostos em campo. No Qatar, não há clima de amistoso. O jogo vale vaga.
“A gente está na expectativa de que a Espanha irá ganhar”, opina o empresário Marcos Frias, 58. “Acredito que o nosso estilo de jogo, baseado no toque de bola, vai fazer o jogo fluir”, analisa o empresário, que atua como diretor financeiro na Sociedade Real Espanhola, a “casa” da Espanha em Piracicaba.
Frias, que é neto de espanhóis, entende que sua seleção vai se impor diante dos nipônicos. “O Japão vai jogar fechado; vai jogar por uma bola; será 2 a 1 Espanha”, opina o torcedor, que não quer nem ouvir falar em um eventual encontro entre Brasil e Espanha já nas quartas de finais da Copa do Mundo.
“Vamos com calma! Uma coisa de cada vez”, declara o empresário, ciente de que a “La Roja” ainda tem alguns degraus para superar, assim como o time do técnico Tite, que também terá mais dois desafios antes de um eventual encontro. “Infelizmente, é uma coisa que poderá acontecer. Aí o coração ficará dividido”, reconhece Frias.
OUTRO LADO
Brincalhão, o empresário Flávio Kameda começou a entrevista ao JP falando que era “chinês”. “Errou feio; sou chinês”, enganou. Desfeita a brincadeira, ele contou que o Japão pode surpreender nesta quinta-feira.
“Acredito na classificação, pois esse ano o time está melhor e dependendo somente do seu resultado”, disse Kameda. “Vejo um time muito esforçado e disciplinado, isso deixa uma seleção cada vez melhor, afinal nós japoneses não temos o gingado dos brasileiros”, reconhece.
Sobre o adversário, ele, agora mais serio, diz que “a Espanha está com um time muito entrosado e com muita experiência em jogos importantes”. Por isso, ele crava um empate de 1 a 1, resultado que, na sua visão, dará a classificação às duas seleções.
Sobre sua rotina em Copas do mundo, o empresário disse que, geralmente, assiste aos primeiros jogos em família, mas à medida em que o torneio vai afunilando, a torcida aumenta. “Quando vai passando para semifinal e final já juntamos todos para fazer uma festa maior”, finalizou.
Flávio Kameda rebate seu colega: 'Acredito na classificação do Japão'