08 de julho de 2026
VANDALISMO

Portal do Cemitério da Saudade é alvo de pichações

Por Beto Silva |
| Tempo de leitura: 2 min
Alessandro Maschio/JP
Tombado pelo Codepac, portal do Cemitério da Saudade chama atenção pelos atos de vandalismo

Tombado pelo Codepac (Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Piracicaba) como patrimônio histórico cultural , há 20 anos, o portal do Cemitério da Saudade chama atenção pelos atos de vandalismo em sua estrutura.

A estrutura está com pichações que apontam para uma situação de abandono. Em abril, o vereador Laércio Trevisan Jr. (PL) encaminhou ofício à Sedema (Secretaria Municipal de Defesa do Meio Ambiente) pedindo serviços de pintura e revitalização do portal. 

No documento, o parlamentar destacou que "infelizmente a fachada do Cemitério da Saudade encontra-se com inúmeras pichações, o que demonstra um aspecto de abandono e de mal conservação do espaço público". O ofício também citou que os vasos localizados em frente ao cemitério estão quebrados e as placas deterioradas. “Infelizmente, desde abril, nenhuma providência foi adotada até o momento", disse o vereador.

Nesta segunda-feira (28), a Sedema informou que, por se tratar de patrimônio tombado, existem algumas ‘peculiaridades’ para a restauração. Segundo a pasta, a pintura tem que ser feita nas cores originais e com material adequado. “O projeto de restauração, no entanto, já está sendo desenvolvido”, informou a secretaria.

 

PERSONALIDADES

Parte dos jazigos do Cemitério da Saudade também são tombados pelo Codepac, entre eles, os de personalidades como Prudente de Moraes Barros, primeiro presidente civil do Brasil e seu irmão, Manoel de Moraes Barros Júnior, que foi juiz de direito, promotor de justiça, delegado de polícia e presidente da Câmara.

O cemitério também guarda os restos mortais de João de Almeida Prado, Capitão Mor de Itú, Vigário Francisco Galvão Paes de Barros, o padre Galvão, uma das personalidades mais queridas e influentes da antiga Piracicaba, e José Ferraz de Almeida Júnior, pintor Ituano, que foi assassinado pelo primo, por manter uma relação amorosa com a sua esposa.

São aproximadamente 3.500 túmulos, divididas em 90 quadras que abrigam pessoas famosas, anônimas, jovens, crianças e idosos, brasileiros e estrangeiros, pobres ou ricos, cristão ou não, negros, brancos e amarelos.