10 de julho de 2026
Queda

Consumo nos Lares Brasileiros cresce 2,67% no ano, aponta Abras

Por Redação | Jornal de Piracicaba
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Divulgação/Freepik

A Abras (Associação Brasileira de Supermercados) anunciou nesta quinta-feira (13) o aumento acumulado no ano de 2,67% no Consumo nos Lares Brasileiros. A alta ainda é maior na comparação entre agosto e julho deste ano, com crescimento de 6,12%. Na comparação agosto de 2022 e o mesmo mês do ano passado, a alta é de 7,23%. Todos os indicadores são deflacionados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“Na conjuntura econômica, o crescimento das vagas de emprego formal, o aumento no valor dos benefícios sociais, como o Auxílio Brasil e queda nos preços dos alimentos contribuíram para o crescimento do Consumo nos Lares”, afirma o  vice-presidente da ABRAS, Marcio Milan.

Alimentos mais baratos

Outra boa notícia é a queda do preço dos alimentos nos supermercados. De acordo com a ABRAS, a baixa foi de 9,89% no preço dos gêneros alimentícios no terceiro trimestre (de julho a setembro) deste ano. Com isso, o AbrasMercado – indicador que mede a variação de preços nos supermercados -  registra a segunda deflação consecutiva, puxada por produtos básicos, como leite, óleo de soja, feijão e açúcar. Em agosto, queda de -2,61%, e em setembro, -1,71%. O preço da cesta, na média nacional, passou de R$ 757,97 em agosto para R$ 745,03 em setembro.

A cesta Abrasmercado é composta por 35 produtos de largo consumo, que inclui alimentos, bebidas, produtos de limpeza e itens de higiene e beleza. Na cesta de 12 produtos - açúcar, arroz, café moído, carne bovina, farinha de mandioca, farinha de trigo, feijão, leite longa vida, margarina, massa sêmola de espaguete, óleo de soja  e queijo muçarela - os preços médios caíram de R$ 362,84 em julho para R$ 326,96 em setembro.

“A deflação já começa a ser percebida pelo consumidor nas gôndolas do supermercado, principalmente nos alimentos que foram fortemente impactados pelo conflito no leste europeu, como o óleo de soja e outros derivados das commodities agrícolas. Outros fatores, como o fim da entressafra na cadeia leiteira tendem pressionar menos o preço dos lácteos que tiveram alta expressiva nos últimos meses”, analisa Milan.

Em agosto, houve retração nos preços do leite longa vida (-13,71%), óleo de soja (-6,27%), feijão (-4,78%), tomate (-3,82%), carne bovina - cortes de dianteiro (-1,17%) e açúcar refinado (-1,07%). As principais altas ficaram com a cebola (11,22%), farinha de mandioca (3,98%), batata (2,76%) sabão em pó (2,42%), sabonete (1,94%).

De acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) a deflação acumulada pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) nos meses de julho a setembro foi de 1,32%, a maior queda de preços para um período de três meses de toda a série histórica da pesquisa, iniciada em 1980.

Os Consumidores

O Jornal de Piracicaba entrevistou alguns consumidores após as suas compras para avaliar se sentiram a diferença. A consumidora Ruth Camargo concorda que o tomate e o café abaixaram o preço. “O café era 20 reais e agora está 16. Abaixaram algumas coisas, mas não tudo”, diz ela.

A piracicabana Márcia Regina de Oliveira sentiu a diferença no bolso com o leite e a carne. “A carne estou levando bastante porque abaixou muito bem, mas os legumes não abaixaram. Eu fiquei até surpresa”, conta Márcia.

Já a consumidora Suzana Florêncio não sentiu tanta a diferença nos preços dos alimentos que consomem. “No caso de legumes e verdura é meio sazonal, sempre notamos a variação dos preços. Já nos alimentos fixos não, pelo menos não naqueles que eu consumo”, ressalta ela.