Segundo a protetora Elcian, os animais foram mortos com requintes de crueldade
A protetora de animais da Equipe dos Gatos do Cemitério, Elcian Granado denunciou nesta terça-feira (27) as mortes de ao menos oito gatos no Cemitério da Saudade, em Piracicaba. Segundo ela, os animais foram mortos com requintes de crueldade, alguns tiveram a cabeça cortada e filhotes foram cortados ao meio. A intenção, segundo a protetora, foi sugerir um ritual, porém, ela acredita que não seja o motivo. Ela disse temer que as matanças de gatos no local ocorridas em 2012 e 2014 se repitam e denunciou as mortes ao Ministério Público. Nas ocasiões anteriores, dezenas de gatos foram mortos, o que também motivou uma denúncia ao MP-SP e um posterior acordo firmado com a prefeitura para o fornecimento de ração e recursos para castração dos animais.
“Sempre teve matança no cemitério, só que somente estou ajudando estes gatinhos desde 2008 e com castração desde 2011.Em 2012 teve uma matança e em 2014 outra. Fizemos até manifestação da frente do cemitério. Daí conseguimos sentar na mesa de negociações com a prefeitura. Conseguimos mudar a direção do cemitério”, contou.
“Hoje só temos a ração e todos os tratamentos e castrações desses gatinhos são feitos pela nossa equipe. Resgatamos os filhotes que nascem no cemitério e os que são abandonados, o que é bem frequente”, pontuou.
A equipe possui um local para onde os gatos doentes e os idosos são levados para ser cuidados e ter um final de vida ‘um pouco mais decente’, conforme a cuidadora informou.
Elcian contou que faz castração dos gatos do cemitério desde 2011. Ela disse que não contabilizou quantos procedimentos foram feitos ao longo dos anos.
“Só comecei a fazer este levantamento no ano passado. Em 2021 nós capturamos e castramos 290 gatos no cemitério da Saudade. Esse ano já foram 139”, comparou.
“Eles só comem porque eu tenho uma pessoa que contratei para distribuir a ração em todo o cemitério, que tem 145 mil metros quadrados. Ela também captura os gatos para serem castrados, os que precisam de tratamento e os filhotinhos que estão sem mãe”, explicou.
Beto Silva
beto.silva@jpjornal.com.br
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