10 de julho de 2026

Ítalo-brasileiros defendem importância do direito ao voto

Por Laís Seguin |
| Tempo de leitura: 2 min

Apenas 26% dos ítalo-brasileiros votaram’, disse Juliano

As eleições legislativas italianas, realizadas neste domingo (25), elegeram Giorgia Meloni, que será a próxima primeira-ministra do país europeu. No Brasil apenas 26% dos ítalos brasileiros que poderiam votar exerceram seu direito de voto, segundo informou, nesta segunda-feira (26), o conselheiro do Comites (Comitê dos Italianos no Exterior), Juliano Meneghel Dorizotto. Na semana passada, ele destacou que 5 mil descendentes que residem em Piracicaba estavam aptos a votar nas eleições de domingo. Dorizotto informou que o levantamento dos números de votos de Piracicaba ainda está sendo feito pelo Comites.

“Tivemos um representante apoiado por nós brasileiros, eleito para a Câmara dos Deputados Fábio Porta”, informou o conselheiro. O pleito eleitoral deste ano na Itália elegeu deputados e senadores para o parlamento. Apesar de o voto não ser obrigatório no país, o governo italiano estende o direito aos cidadãos e cidadãs que vivem em outros países.

O diretor geral do Colégio Salesiano Dom Bosco, padre Douglas Verdi, 41 anos, foi um dos votos de Piracicaba nas eleições italianas. “A Itália é um dos poucos países do mundo que elegem parlamentares para representar suas comunidades de expatriados. O voto é um direito adquirido e dever de todo o cidadão, mesmo que não obrigatório”, afirmou. “Eu sou a favor da alternância de poder. Acredito que todos podem contribuir para o bem comum da sociedade. A república tem os três poderes que vão nos regendo neste equilíbrio justo, sensível e humano”, avaliou Verdi.

A empresária Daniela Gobbo Cordeiro também defende o direito ao voto mesmo não morando no país. “Eu acredito ser importante uma representatividade no Congresso Italiano dos cidadão italianos - não residentes no país - para que os nossos direitos não sejam revogados”, afirmou acrescentando que vota desde a conquista da maioridade. “Sempre tive o incentivo do meu pai para exercer a cidadania italiana”, afirmou.

Beto Silva
beto.silva@jpjornal.com.br

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