Polícia prendeu suspeito considerado mentor do crime; ele tinha passagem por homicídio, roubo, furto, corrupção e estelionato
Quatro moradores de Santa Bárbara d’Oeste estão entre os envolvidos na morte do ganhador da Mega-Sena, em Hortolândia, na última quarta-feira (14) e tiveram prisão preventiva decretada pela Justiça, de acordo com a Polícia Civil.
Um homem com passagem criminal por homicídio, considerado o mentor do crime, foi preso. O nome dele é Rogério de Almeida Spínola, de 48 anos. Ele nega a participação no crime.
A segunda prisão relacionada ao crime ocorreu ontem (18), pela Guarda Municipal de Santa Bárbara d'Oeste, durante patrulhamento. A presa é uma mulher de 24 anos identificada pela Polícia Civil como Rebeca, que foi transferida para a Deic (Divisão Especializada de Investigações Criminais) de Piracicaba, delegacia que concentra as investigações do caso.
Os outros dois foragidos foram identificados e são Marcos Vinicius Sales de Oliveira, o Vini, de 22; Roberto Jeferson da Silva, o Gordo, de 38.
Segundo a Polícia Civil, Vini teve envolvimento com casos de estelionato e receptação e deixou a cadeia em setembro de 2021. Já Rogério tem ficha criminal extensa e respondeu a processos por homicídio, roubo, furto, estelionato e corrupção. Ele cumpriu 15 anos de prisão e foi solto em dezembro do ano passado. Gordo e Rebeca não têm antecedentes criminais.
Nenhum dos quatro suspeitos do crime tinham relação com a vítima. "Os autores conheciam toda a rotina de Jonas, que ele saia todas as manhãs, ia até locais próximos, comprava pão e retornava para a residência", relatou a delegada Juliana Ricci, responsável pelo caso.
O CASO
Jonas Lucas Alves Dias, de 55 anos, morreu após ser encontrado ferido na alça de acesso da SP-101 para a Rodovia dos Bandeirantes, em Hortolândia. Em setembro de 2020, ele ganhou R$ 47,1 milhões no sorteio da loteria. Chegou a ser socorrido ao hospital, mas não resistiu.
A delegada Juliana Ricci, afirmou que Luquinhas, como a vítima era conhecida, foi sequestrado por volta de 6h20 de terça-feira, a poucos metros da casa onde morava, no bairro Jardim Rosolém, na periferia de Hortolândia.
Os bandidos usaram dois veículos no crime, uma caminhonete Chevrolet S10 que serviu para raptar a vítima e um Ford Fiesta para ir até a agência da Caixa Federal, em Campinas, após duas horas do sequestro.
No banco, Vini usou o cartão de Jonas, com senha, para habilitar um aplicativo e fazer dois saques e uma transferência no total de R$ 20,6 mil. Desse montante, R$ 18,6 mil teria sido enviado para uma conta em nome de Rebeca, informou a polícia.
Rebeca era uma pessoa em situação de rua e disse em depoimento às autoridades que foi abordada pelos suspeitos e convencida a abrir a conta bancária em seu nome, para "receber benefícios do governo".
O grupo tentou, ainda, uma transferência de R$ 3 milhões para uma conta de uma empresa, não autorizada pelo banco. Segundo a delegada Juliana Ricci, os bandidos usaram de extrema violência para conseguir os dados bancários da vítima, como a senha.
Nas investigações, a polícia estima que Luquinhas teria sido deixado na rodovia na noite de terça-feira, machucado, sendo encontrado por socorristas da AutoBan na manhã do dia seguinte. Apresentava sinais de tortura e espancamento.
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