09 de julho de 2026

Marketing para a geração Z

Por Antonio Carlos Giuliani |
| Tempo de leitura: 3 min

Por Antonio Carlos Giuliani

Em um mercado competitivo, é importante ouvir o cliente, seja no segmento B2B ou B2C. Para dialogar com o consumidor atual e conseguir desenvolver estratégias, promoções e ofertas específicas para cada tipo de cliente, é necessário saber aplicar a estratégia de segmentação. Conhecer as gerações e seus comportamentos é fundamental para obter êxito nas estratégias de marketing. Há uma nova geração que já nasceu na era digital e passa o dia todo conectada, é a denominada geração Z. Composta de um público jovem, com idade entre 13 e 27 anos, tem amplo acesso à informação, sonhos e angústias do mundo atual, além de muitas opiniões formadas. Já nasceu omnichannel e não possui experiência de compra exclusivamente física. Afinal, como pensa essa geração? Como o varejo e as marcas estão preparados para desenvolver estratégias de marketing a fim de atendê-la? Pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC), em maio de 2022, identificou informações importantes que podem ser levadas em conta no momento de elaborar ações de marketing. Quanto à presença no mundo digital, nas redes sociais, destaca-se o WhatsApp (91%) como a principal plataforma de comunicação, seguida pelo Instagram (88%) e YouTube (79%). Essa geração usa o celular frequentemente, principalmente para redes sociais e aplicativos, 57% checam o celular a cada notificação recebida, outros 23% a cada 30 minutos, O uso do celular no trabalho para checar as redes sociais é algo natural dessa geração, cerca de 56% dos jovens fazem isso. O canal de vendas marketplace é a plataforma preferida desses jovens, seguido por aplicativos de entrega. Quando a opção de compra é feita por meio de redes sociais, o Instagram é a principal rede utilizada, seguido por WhatsApp. Seus hábitos de compra concentram-se em roupas e acessórios e, na sequência, comida para consumo imediato. Em relação à preferência de pagamento, prevalecem o Pix, em primeiro lugar, e depois o cartão de crédito parcelado. Os sonhos continuam semelhantes aos das gerações anteriores: casa própria (36%), viajar (15%) e fazer uma faculdade (9%). Para se manterem atualizados, acompanham portais de notícias e influenciadores digitais. O novo consumidor não quer apenas uma simples mercadoria ou serviço, mas, sim, vivenciar experiências que extrapolem suas expectativas. É preciso que as empresas se preocupem com sua dor ou sua vontade, pois, ao investir um valor monetário em algo, por exemplo, um carro, ele deseja mais que a posse de um veículo, ou seja, deseja a satisfação e o bem-estar que esse bem possa lhe proporcionar; assim, ele se preocupa em usufruir, e não ter. Conectividade, agilidade e sustentabilidade estão presentes na geração Z. Para esses nativos digitais, estar conectado para trabalhar, divertir e consumir já é possível pelas plataformas digitais. Para atraí-los e retê-los, é preciso ir além de oferecer um bom atendimento, é fundamental encantá-los e estabelecer conexões emocionais com eles por meio dos produtos e serviços oferecidos. Na hora de escolherem uma marca para consumir, os novos consumidores priorizam as empresas que têm propósito, que se importam com causas sociais e sustentáveis, assim como sejam transparentes em seus negócios. É mais difícil conseguir sua fidelização, visto que são infiéis. Diferentemente das anteriores, preferem novidades, marcas novas e experiências inéditas. A geração Z traz, sem dúvida, desafios para o varejo, motivo pelo qual se manter atualizado e atento aos novos hábitos desse público é o caminho para fazer um marketing que integre o varejo físico e o digital, porque essa integração é uma realidade e faz parte de sua rotina. Entre os desafios, destaca-se o de conhecer essa geração e saber atendê-la de forma satisfatória.

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