09 de julho de 2026

Cápsula do tempo será aberta amanhã na Escola Sud Mennucci

Por Laís Seguin |
| Tempo de leitura: 2 min

A abertura da cápsula do tempo, da Escola Estadual Sud Mennucci, está deixando todos curiosos para saber o que há dentro da caixa misteriosa, idealizada pelo diretor Honorato Faustino, alunos e professores no ano de 1922. A cápsula foi marcada para ser aberta no dia 7 de setembro de 2022, cem anos depois e exatamente no Bicentenário da Independência do Brasil.

A cerimônia de abertura acontece amanhã (7), às 9h, no hall de entrada do prédio – onde está localizada a cápsula. A ação será restrita apenas para 30 pessoas para assistir a retirada da caixa e, em seguida, será levada para um laboratório para passar por um processo de estabilização, tratamento e, por último, a exposição. A programação também contará com uma palestra de Ralph Mennuci Giesbrecht, neto do Sud Mennuci.

Segundo a diretora Márcia Aparecida Lima Vieira, é difícil pensar o que pode ter dentro da caixa. “Não temos como saber como eles pensavam, como imaginavam o futuro 100 anos depois. Sabemos que tem cartas ao futuro e materiais escolares. Fizemos até um trabalho com os nossos alunos para pensar nas décadas, nas mudanças e transformações. É uma data muito importante porque muitas gerações passaram pelo hall da escola e imaginavam o que poderia existir algo ali.”, conta ela.

“Isso no faz reviver a história da educação, valorizar os patrimônios históricos que nós temos. É um orgulho manter a Escola como o centro do tempo do saber, que foi pensada por seus idealizadores”, completa a diretora.

Para o historiador e professor Rafael Gonzaga, a cápsula centenária é um importante documento que testemunha uma época. “Ela pode nos mostrar não apenas curiosidades sobre a vida escolar, mas também de que maneira a própria cidade se percebia no contexto geral do Brasil na época do centenário da nossa independência, que ocorreu em 1922. Naquele período em que a Primeira República ainda estava em vigência, o Estado de São Paulo exercia grande domínio político e cultural sobre toda a nossa nação. A cidade de Piracicaba, por sua vez, era um centro econômico do Estado e tinha muito orgulho disso”, relata ele.

Fernanda Rizzi
fernanda.rizzi@jpjornal.com.br

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