08 de julho de 2026

Paciente reclama de prestação de serviço da Saúde

Por Laís Seguin |
| Tempo de leitura: 2 min

Mudança na forma do atendimento não tem agradado

O morador João Batista de Lima reclama do transporte oferecido pela Secretaria de Saúde de Piracicaba para pacientes que, como ele, têm atendimento médico em outras cidades. Ele disse que usa o serviço há cerca de nove anos e, no último ano, houve mudanças que prejudicam os pacientes. Segundo ele, hoje apenas uma van faz o transporte dos pacientes, que são obrigados a se deslocar até o Postão (Centro de Especialidades), no Centro da cidade, para acessar o transporte às 4h. Ele contou que precisa sair às 3h de casa, sendo necessário recorrer a parentes ou uber/táxi, porque o veículo não passa mais na casa do usuário, como ocorria antes. Por ser só um veículo que faz o transporte, há lotação, o que pode colocar em risco os pacientes, alguns debilitados por cirurgias ou doenças. “Imagine as pessoas que moram em regiões mais distantes, algumas estão no pós cirúrgico, fazem hemodiálise e não têm condições de ir até o Postão, sendo obrigadas a recorrer a parentes e amigos ou pagar uber ou táxi para estar lá às 4h?”, questionou.

A Coordenação do Serviço Integrado de Transporte Social da Saúde informou que, nos últimos dois anos, em decorrência da pandemia da covid-19 e de vários pacientes terem migrado da rede particular para o SUS (Sistema Único de Saúde), a demanda pelo serviço cresceu consideravelmente, principalmente para os atendimentos realizados em outros municípios, o que obrigou a Secretaria de Saúde a reformular o atendimento oferecido. “Recentemente, um profissional assistente social foi contratado para ajudar nas triagens dos casos dos pacientes que necessitam de atendimento fora do município. Desta forma, cabe esclarecer que o Setor de Viagens destina-se à população usuária que demanda serviços de saúde para tratamento de caráter eletivo, trabalha com agendamento e a escala dos carros e de motoristas é feita diariamente de acordo com a quantidade de cidades e pacientes a serem atendidos”, informou.

Segundo a pasta, o paciente João Batista de Lima faz uso do transporte para tratamento na especialidade de cardiologia, não se enquadrando nos critérios para que o veículo busque-o na sua residência. O serviço de transporte vai até o paciente, quando ele é acamado; usa cadeira de rodas; para sessões de hemodiálise ou a pedido médico.

Beto Silva
beto.silva@jpjornal.com.br

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