09 de julho de 2026

Conselho estadual cobrou prefeito e secretário de Educação sobre denúncia contra professora

Por Laís Seguin |
| Tempo de leitura: 2 min

Profissional foi afastada e vai responder criminalmente por tratamento dado à criança e à mãe

O Conselho de Participação e Desenvolvimento da Comunidade Negra do Estado de São Paulo, órgão da Secretaria de Justiça e Cidadania do Estado, interveio junto à Secretaria de Educação de Piracicaba para que fossem tomadas medidas em relação à professora acusada de racismo contra uma criança de dois anos, na escola municipal Professora Maria Conceição Polizel Mendes, no bairro Jaraguá, em Piracicaba.

O caso foi divulgado esta semana pela mãe da criança, a enfermeira Andreia Moreira Felix. O advogado e conselheiro estadual, Agnaldo Benedito Oliveira, disse que foi acionado pelo escritório de advocacia mas o atendimento foi feito pelo conselho estadual. Ele contou que foi acionado pelo gabinete do vereador Acácio Godoy (PP), onde a mãe buscou orientação. “Nós ouvismo o relato (da mãe) e a encaminhamos para fazer o boletim de ocorrência. Com o B.O, entramos em contato com o conselho estadual com a Ouvidoria do Estado de São Pulo e com a Secretaria de Educação do Estado”, contou. Segundo Oliveira, em seguida foi feito contato com o prefeito Luciano Almeida e o secretário Bruno Roza e relatada a forma como a criança e a mãe foram tratadas pela professora. “Já com relatos de funcionários que trabalhavam com essa professora que não concordavam com a forma como ela tratava a criança e a mãe. Com essas informações, no devido tempo, o secretário e o prefeito solicitaram o afastamento da professora imediatamente porque era prioridade manter o bem estar da criança”.

O advogado disse que um processo criminal foi aberto. Segundo ele, a professora cometeu o crime de racismo. Oliveira contou que ele e o advogado e presidente do Conepir (Conselho de Participação e Desenvolvimento da Comunidade Negra de Piracicaba), Luciano Alves Lima, estão acompanhando os casos e buscando soluções para resolver essas questões.

O presidente do Conepir disse que o conselho vai cobrar medidas que cessem esses casos, principalmente na Educação. Ele admitiu que o número de casos preocupa e disse não saber se há outras denúncias além das quatro divulgadas nos últimos dias. “Preocupa muito, pois além de criminosa, agredir fisicamente e moralmente alguém que não sabe e não pode se defender, mostra o grau de covardia de quem assim procede”, avaliou.

Beto Silva
beto.silva@jpjornal.com.br

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