Secretaria Municipal de Saúde registrou seis casos da doença até o momento
A Secretaria de Saúde de Piracicaba anunciou, nesta sexta-feira (12), que vai realizar a capacitação dos profissionais da pasta sobre o atendimento de casos suspeitos de varíola do macaco. A ação vai ser feita na segunda (15) e terça-feira (16) no anfiteatro do Cevisa (Centro de Vigilância em Saúde), das 8h30 às 12h e das 13h30 às 16h e foi desenvolvida pelos departamentos de Atenção Básica e de Vigilância Epidemiológica e do Cedic (Centro de Doenças Infectocontagiosas).
De acordo com os dados da secretaria, até esta sexta-feira, Piracicaba registrava seis casos confirmados da doença, entre eles, um bebê de um ano de idade. Os pacientes são monitorados pela Vigilância Epidemiológica.
“Já nos reunimos com as coordenações da Atenção Básica, UPAs e representantes dos Hospitais para alinharmos o fluxo de atendimento dos casos suspeitos. O objetivo dessa capacitação é esclarecer as dúvidas dos nossos profissionais, reforçar o fluxo e qualificar ainda mais a assistência e monitoramento dos casos suspeitos ou confirmados”, explicou a enfermeira do Cevisa, Karina Corrêa Contiero.
Segundo a Saúde, neste primeiro momento, o treinamento vai ser voltado aos profissionais da rede de Atenção Básica – médico clínico geral, enfermeiros, ginecologistas, pediatras e dentistas – e terá entre os assuntos abordados, o fluxo de atendimento, avaliação clínica, sintomas da doença, coleta dos exames, notificação, agilidade de diagnóstico, acondicionamento das amostras e sinais de alerta e monitoramento dos casos suspeito e contactantes.
“Com o treinamento, esses profissionais repassarão seus conhecimentos na unidade em que trabalha e o atendimento será mais eficaz. Além disso, estamos estudando a reorganização das nossas unidades para que se transformem em Centros de Testagem para Monkeypox, nos mesmos moldes como acontece com os CTs para covid-19”, destacou a coordenadora de enfermagem da atenção básica, Tatiana Bonini. A prefeitura informou que, desde o anúncio da chegada da doença ao Brasil, a Secretaria de Saúde já oferecia orientação técnica, por meio da Vigilância Epidemiológica aos profissionais da rede municipal sobre diagnóstico e protocolo de atendimento no caso de eventuais pacientes.
Beto Silva
beto.silva@jpjornal.com.br
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