10 de julho de 2026

16 anos da Lei Maria da Penha: GCM foca na orientação para romper ciclo de violência

Por Laís Seguin |
| Tempo de leitura: 2 min

Desde sua criação, Patrulha Maria da Penha já atendeu 2.590 vítimas e prendeu 133 agressores em flagrante

A Patrulha Maria da Penha, da Guarda Civil de Piracicaba, criada há cinco anos para acolher e monitorar mulheres que sofrem violência doméstica e possuem medidas protetivas, tem como origem a Lei Maria da Penha, que hoje (7), completa 16 anos de promulgação. Em Piracicaba, a Patrulha já atendeu 2.590 vítimas e prendeu de 133 agressores em flagrante delito, além de 73.561 rondas pela cidade.

O trabalho da Patrulha Maria da Penha vai além do patrulhamento, das rondas pela casa, locais de trabalho e estudo das vítimas. Desde março deste ano foi instalada a Sala Patrulha Maria da Penha, localizada ao lado do Terminal Central de Integração, para realizar acolhida das mulheres, explicar o trabalho feito pelo grupamento e, por vezes, até encorajar a mulher a romper o ciclo de violência. “Nosso trabalho transcende a ronda e se inclui na orientação e informação, fundamental para que muitas tomem a decisão de dar um passo à frente”, explica Fernanda Nardon, coordenadora da Patrulha Maria da Penha.

TRABALHO EM REDE
Além disso, explica Fernanda, a equipe que atua na Patrulha, que tem treinamento específico para o trabalho, mantém diálogo com outros atores da rede de proteção, como o Centro de Referência de Atendimento à Mulher, os Centros de Referência Especializado de Assistência Social, outros serviços ligados à Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social, o Conselho Municipal da Mulher e a Delegacia de Defesa da Mulher. Isso fortalece a proteção das vítimas e a redução dos índices de violência.

Um exemplo deste trabalho sincronizado aconteceu no último dia 4. Logo após a expedição do mandado de prisão de um homem que descumpria medida protetiva, ele foi preso pela equipe, que mantém diálogo próximo com a Delegacia de Defesa da Mulher. A ação rápida e efetiva motivou a delegada Olívia Fonseca a postar vídeo nas redes sociais exaltando a parceria, que foi replicado também nas redes da Guarda Civil.

O SERVIÇO
As pessoas vítimas de violência em Piracicaba podem acionar os seguintes serviços: Sala Maria da Penha: avenida Armando de Salles Oliveira, 2001, (19) 9 9794-8864. Segunda a sexta-feira, das 8h às 16h; Cram, rua Coronel João Mendes Pereira de Almeida, 230, Nova América. Segunda a sexta-feira, das 8h às 17h; Creas em dois endereços das 8h às 17h; Creas I: rua Coronel João Mendes Pereira Almeida, 232 – Nova América; Creas II: rua Antônio Cobra Filho, 405 – Jardim São Vicente; Delegacia de Defesa da Mulher: rua Alferes José Caetano, 1018. Segunda a sexta-feira, das 8h às 18h. 1° Distrito Policial: rua do Vergueiro, 888 – 24 horas

Da Redação

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