10 de julho de 2026

Caso Carolina: Anderson contrata novo advogado para sua defesa

Por Rafael Fioravanti |
| Tempo de leitura: 2 min

Após o advogado contratado por Anderson Andrade, acusado do crime de feminicídio contra Carolina Dini Jorge, renunciar a todos os processos de seu cliente, um novo advogado foi contratado por Anderson para a sua defesa. Joel dos Santos Almeida, da cidade de Guarulhos, é quem defenderá Anderson dos processos criminais.

A primeira audiência sobre o caso Carolina Dini Jorge está marcada para acontecer às 14h45 da próxima segunda-feira, dia 08 de agosto. Essas informações foram apuradas pelo JP junto à advogada da família de Carolina, Jussara Moretti.

"Essa audiência é para o juiz decidir a formação de culpa, ali será analisada a materialidade do crime e os indícios de autoria", explica a advogada. Além do réu, diversas testemunhas deverão ser ouvidas. "No final, o juiz decidirá se Anderson deve ser julgado por júri popular."

Anderson responde peo feminicídio de Carolina Dini Jorge, ocorrido em Piracicaba no dia 24 de março. Segundo a advogada, são cinco qualificadoras: motivo torpe, por não aceitar o fim do relacionamento; meio cruel, devido ao uso de faca; recurso que dificultou a defesa da vítima (emboscada); feminicídio (crime contra a mulher); e crime cometido em descumprimento de medida protetiva.

"Se todas as testemunhas e peritos que o juiz quiser ouvir conseguirem depor no mesmo dia, a sentença de pronúncia pode sair ainda no mesmo dia", comentou a advogada.

RELEMBRE O CASO -- O crime ocorreu no dia 24 de março, no bairro São Dimas. Carolina Dini Jorge tinha 41 anos e foi morta a facadas ao sair para buscar a filha na Escola Estadual Honorato Faustino.

Após o crime, Anderson fugiu e só foi localizado no dia 30, no Rio de Janeiro, graças a um trabalho conjunto da Polícia Civil. Segundo a delegada, o crime foi premeditado, pois Carolina foi morta justamente no dia em que foi sozinha buscar a filha na escola. “A Carolina contava com a ajuda de um amigo para buscar a filha na escola justamente por causa do temperamento de Anderson. Naquele dia, esse amigo não foi e ela foi morta no carro dessa pessoa”, explicou.

Rafael Fioravanti | rafael.fioravanti@jpjornal.com.br

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