Santas casas pedem transparência sobre questões do SUS
A Santa Casa de Piracicaba participa do movimento encabeçado por instituições cristãs e representantes do setor filantrópico de saúde que iniciaram a veiculação de uma carta aberta aos candidatos a cargos executivos (governadores e presidenciáveis) nas eleições deste ano.
O documento alerta sobre as dificuldades que os hospitais filantrópicos enfrentam para se manter, em razão do desequilíbrio financeiro com os contratos firmados com o SUS (Sistema único de Saúde).
De acordo com o provedor da Santa Casa de Piracicaba, João Orlando Pavão, a maior dificuldade é o atendimento com uma tabela completamente defasada em relação ao repasse de valores ao hospital, com gastos com médicos e medicamentos.
“Estamos no movimento. É violentamente aviltada a tabela levando a maioria das entidades em estado de insolvência”, afirmou o provedor acrescentando que há mais de 40 santas casas sofrendo intervenção.
Assinam o documento a Associação Brasileira das Instituições Católicas de Saúde, Associação e Fraternidade São Francisco de Assis na Providência de Deus, Confederação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos, Fazenda da Esperança, Fehosp (Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes do Estado de São Paulo), Fórum Nacional das Entidades Filantrópicas, Fundação Pio XII (Hospital de Amor), Hospital Frei Galvão, Obras Sociais Irmã Dulce, GACC - Grupo de Assistência à Criança com Câncer, Santa Marcelina Saúde, Sociedade Beneficente São Camilo e Sindicato das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos do Estado de São Paulo.
Beto Silva
beto.silva@jpjornal.com.br
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