Diretoria do Hospital diz estar focada na retomada
A suspensão do atendimento do Hospital Ilumina impactou o atendimento a pacientes com câncer em Piracicaba, segundo admitiu a Secretaria de Saúde nesta quinta-feira (7). De acordo com a pasta, foi necessária a realização de busca e captação dos usuários atendidos pelo hospital, que atua na prevenção e diagnóstico do câncer na cidade e Região, para que esses pacientes fossem inseridos no fluxo da rede municipal e para que nenhum deles ficasse sem atendimento.
A prefeitura não informou o número de pacientes que deixaram de ser atendidos pela instituição, porém, de acordo com o líder do bairro Altos do Taquaral e ex-voluntário do Ilumina, Antônio Manoel da Silva, durante reunião realizada nesta quarta-feira (6), ao menos 1,2 mil consultas deixaram de ser realizadas pelo hospital, antes do fechamento.
Toninho, como é conhecido, denunciou o fechamento do hospital ao Ministério Público do Estado de São Paulo, na semana passada. Segundo ele, há 90 dias o prédio está fechado, sem movimentação de pacientes ou funcionários.
Anteontem o líder comunitário participou da conversa na prefeitura, que reuniu o secretário de Governo, Carlos Alberto Beltrame, e o subsecretário de Saúde, Augusto Muzilli.
A Secretaria de Saúde informou que não houve, por parte da diretoria do Ilumina, nenhuma proposta para que o Poder Executivo assumisse a clínica. “É importante destacar que a reativação dos serviços da Policlínica depende única e exclusivamente do Ilumina, uma vez que se trata de uma associação privada com administração exclusiva de sua diretoria e demais membros de conselho”, informou a pasta.
A Saúde reforçou que, em 2021, foi repassado o valor de R$ 1,332 milhão referente a emendas parlamentares; em 2022, o valor repassado foi de R$ 344 mil.
Segundo a secretaria, desde meados de 2021, foi solicitado ‘por várias vezes’ que o Ilumina fizesse a abertura de agenda para atender a demanda de exames e procedimentos que estavam previstos no plano de trabalho apresentado pela entidade, porém, não obteve resposta.
“Deste modo, a Secretaria de Saúde foi obrigada a contratar emergencialmente outras empresas para que os pacientes não fossem prejudicados.
A diretoria do hospital foi procurada ontem para comentar o assunto e informou que ‘está focada em resolver os problemas e espera retomar as atividades em breve’.
Beto Silva
beto.silva@jpjornal.com.br
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