08 de julho de 2026

Com queda em arrecadações, voluntários estão com estoque “zero” de alimentos e pedem doações

Por Laís Seguin |
| Tempo de leitura: 2 min

Felipe Cypriano e Jacqueline Mendes Barbosa, do Ajuda do Bem, não têm recebido leite e produtos de higiene

Mais de 33 milhões de brasileiros passam fome, de acordo com dados divulgados pela Penssan (Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional). O impacto da perda de renda e do desemprego pode ser sentido de forma mais intensa nas comunidades do País. As doações despencaram, por conta do aumento no preço dos alimentos porém, cada vez mais famílias buscam por uma cesta básica.

Em Piracicaba, o Ajuda do Bem, um dos grupos de apoio social a pessoas em situação de vulnerabilidade social e econômica da cidade, está com o sinal vermelho aceso quanto aos gêneros alimentícios. O estoque para doações está zerado e a assistência está parada. Os voluntários têm o apoio do Jornal de Piracicaba.

“Diariamente cresce o número de pedidos de ajuda. No momento, estamos com cinco famílias que precisam de alimentos, principalmente de leite, que está muito caro e em razão do preço, é um dos itens mais difíceis de conseguir arrecadar. Não temos nada no momento para oferecer, pois toda a ajuda vem da população”, explica Jacqueline Mendes Barbosa, voluntária no Ajuda do Bem.

De 1° de maio até esta primeira semana de julho, o Ajuda do Bem arrecadou roupas de frio, cobertores e meias para uma campanha do agasalho. Com o mote da compaixão pelo próximo, havia também a necessidade de coletar alimentos não perecíveis.

Foram arrecadadas 200 cobertas e mantas, 120 pares de meias, 65 cestas básicas, 240 litros de leite, 20 pacotes de fraldas, 200 equipos para alimentação de sonda, 5 latas de leite Fortini, 12 latas de Nutrem (complemento alimentar) e roupas em geral para cerca de 200 pessoas.

De acordo com o grupo, mais de 300 pessoas receberam as doações, entre elas: 60 famílias, 123 crianças, quatro cadeirantes e dois idosos, além de moradores de rua.

“Não podemos parar de arrecadar e receber ajuda, pois a fome não espera. Fizemos uma campanha, foi muito boa, mas amanhã o alimento acaba e não podemos ficar sem. Temos mais de 35 famílias que ajudamos todos os meses”, reforça Felipe Cypriano, também voluntário.

A população pode contribuir com a campanha e deixar os itens para doação na matriz e filial do Jornal de Piracicaba – há caixas de coleta no JP na matriz (avenida Comendador Luciano Guidotti, 2.525, Caxambu) e na filial (rua Boa Morte, 1.403, Centro), sempre de segunda à sexta-feira, das 8h às 18h.

Também é possível doar presencialmente na Uniodonto, na rua Alferes José Caetano, 1.352 ou na unidade da rua do Rosário, 1.345, Centro. O IHGP (Instituto Histórico e Geográfico de Piracicaba) também recolhe doações na rua Professor José Martins de Toledo, 109, no Jaraguá.

Para contribuir sem sair de casa, faça um PIX para 320.864.768-92 (CPF). Mais informações pelos telefones (19) 97112-9417 (Felipe) ou (19) 98102-2270 (Jaqueline). Acompanhe o trabalho do grupo no Instagram (@ajudadobempiracicaba).

Laís Seguin
lais.seguin@jpjornal.com.br

LEIA MAIS