11 de julho de 2026

Escritora de Piracicaba participa hoje da 26ª Bienal do Livro em São Paulo

Por Laís Seguin |
| Tempo de leitura: 2 min

Sessão de autógrafos acontece às 11h; ‘Origami’ é inspirado na arte japonesa

Sempre com um caderninho na bolsa para escrever histórias que ouve ou vê, foi assim que a escritora piracicabana, Maíra Carvalho, teve a ideia de escrever o seu primeiro livro “Origami”. A obra está disponível no estande da editora Break Media Brasil na 26ª Bienal do Livro em São Paulo, com direito a sessão de autógrafos hoje (5), às 11h.

Origami retrata a esperança, o descobrimento de novos sonhos e a perseverança para realizá-los. Além de seu caderno cheio de histórias, a autora conta que a obra também surgiu de uma pesquisa sobre a cultura japonesa, o qual levou ao nome da obra. “Eu sou muito observadora e curiosa desde criança. Foi uma época que eu estava pesquisando bastante sobre a cultura japonesa porque eu também sou artista visual e descobrindo o origami com as dobraduras dos papéis, eu acabei pensando numa ilustração dessa linha”, comenta Maíra sobre a técnica que deu origem a lenda do pássaro Tsuru, o pássaro dos desejos.

Autora dos textos e das ilustrações, a obra permite que as palavras possam se encontrar com as imagens no papel, despertando a imaginação do leitor para desejar tudo o que for possível enquanto linhas, formas e cores. “Fui pensando em um papel quadrado, que começa a dobrar e vai tomando forma, se transformando em objetos e imagens”, relata a artista. “Esse conto já estava em um dos meus caderninhos e eu sempre revisito eles. Acabou que virou uma inspiração naquele momento, que são as ideias e as ilustrações do livro”, completa ela.

O projeto da obra estava parado devido à uma temporada de estudos que Maíra realizou fora do Brasil. Quando voltou na época da pandemia, recebeu a proposta de publicação. Inicialmente, a ideia também era realizar um ateliê em escolas e espaços culturais com o a realização do origami, mas não foi possível. Agora com o retorno das atividades culturais, Maíra recebeu o convite para participar dos autógrafos na Bienal. “Foi um convite muito especial para mim porque é um momento que a gente consegue ver o trabalho realmente concretizado nas prateleiras. Estou muito feliz com a possibilidade de interação com o público porque uma obra só existe quando ela é vista”, finaliza ela.

SOBRE A AUTORA
Desde criança foi incentivada a se expressar escrevendo. Bisneta de poeta, também aprendeu a ler em casa com a mãe e levou o hábito para a vida. Do pai, arte finalista, herdou o gosto pelas tintas. Graduou-se em Letras e Artes Visuais e, em 2019, passou uma temporada estudando Arts Plastiques et Sciences d`Art na Sorbonne Université, em Paris - França. Atualmente, está trabalhando na produção de seu segundo livro “Notas Esparsas”, que será lançado ainda este ano.

Fernanda Rizzi
fernanda.rizzi@jpjornal.com.br

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