11 de julho de 2026

Após drama na Ucrânia, piracicabanos seguem suas carreiras no Brasil; guerra já passou dos 100 dias

Por Laís Seguin |
| Tempo de leitura: 2 min

Os jovens Victor Adame e Gabriel Patreze tentam reconstruir seus sonhos atuando no futebol brasileiro

Os jogadores piracicabanos Victor Adame, 22, e Gabriel Patreze, 20, que no final de fevereiro, quando estourou a guerra na Ucrânia, atuavam pelo Volchansk, seguem retomando aos poucos suas carreiras no Brasil. A dupla teve destinos diferentes quando voltou ao solo brasileiro: Adame atuou na Série A3 pelo Desportivo Brasil, enquanto Patreze jogou a segunda divisão do Campeonato Paranaense pelo PSTC.

Com o término das duas competições, Adame assinou contrato com o São Caetano e já está no clube do ABC trabalhando com seus novos companheiros visando preparação para a Copa Paulista.

Quanto a Patreze, seu time caiu nas semifinais da segundona do Campeonato Paranaense no último final de semana. Agora, ele aguarda uma posição da diretoria para saber se continua ou não no clube de Londrina.

“O meu empresário está conversando com eles (PSTC). Nada está definido ainda”, explicou Patreze, ansioso por um desfecho feliz. “Assinei com o São Caetano até o final da Copa Paulista”, contou Victor Adame, satisfeito com sua nova “casa”.

“O São Caetano sempre entra em um campeonato para brigar pelo título. Estamos formando um bom grupo e o técnico é o Axel (ex-volante de São Paulo e Santos).”

Sobre a Ucrânia, eles falam pouco. Ambos somente declararam que mantêm poucas conversas com seus ex-companheiros.

“Não tenho muito contato com eles agora. Só acompanho pela TV as notícias de lá”, declarou Adame. A invasão russa na Ucrânia completou 100 dias na última sexta-feira, 3.

Adame e Patreze estavam há poucos dias na Ucrânia, defendendo o Volchansk, da cidade do mesmo nome, quando a Rússia invadiu o país. Viveram momentos de tensão e medo da morte até conseguirem fugir de trem para a Eslováquia, onde foram acolhidos por um casal de piracicabanos que vive por lá.

Em 3 de março, eles pegaram voo para o Brasil, passando pela Hungria e Alemanha, antes de pousarem em São Paulo, na madrugada do dia seguinte.

Erivan Monteiro
erivan.monteiro@jpjornal.com.br

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