Concentração ocorrerá às 14h, na Escola Piracicabana de Capoeira Angola
Para quem curte a cultura popular brasileira e os festejos democráticos de rua, o Baque Caipira e a EPCA (Escola Piracicabana de Capoeira Angola) conduzirão a festa “Cortejo Antropofágico” neste sábado (4), às 14h. O ponto de encontro e concentração é na Escola Piracicabana de Capoeira Angola, localizada na rua José Malaguetta, 158, Monte Rey II.
Tradicional no carnaval piracicabano, durante dois anos o cortejo do Baque Caipira não ocupou as ruas devido à pandemia. Agora o bloco retorna às vias públicas com participação aberta e o público poderá se inscrever para integrar as alas: caboclos, lanceiros, vassalos e catirinas. Em celebração ao centenário da Semana de Arte Moderna (1922), o evento busca vivenciar e prestigiar a antropofagia do baque das culturas periféricas.
O Cortejo Antropofágico é o encerramento do primeiro ciclo do projeto “Territórios Férteis: o baque das culturas periféricas”, que ocorreu entre os meses março e maio, na zona norte de Piracicaba. O projeto se dá ao diálogo entre o baque do Maracatu e os baques da capoeira, da dança afro e do maculelê, por meio do encontro do Baque Caipira com o grupo de Capoeira Angola da EPCA, sob orientação do Contra Mestre Vaguinho, e grupo Abayomi - Encontro Preciso de Dança Afro, com condução de Evelin Helena Farias.
De acordo com Fernanda Ferreira, organizadora do evento, a ideia do Cortejo Antropofágico é levantar a bandeira da Semana da Arte Moderna de transgredir com o padrão eurocêntrico tradicional da época, mas que persiste até os nossos dias. “Nosso Cortejo quer marcar, de forma potente, o fazer cultural de matriz negra e periférico de Piracicaba, criando poesia a partir da atividade sincrética e semiótica da linguagem do Maracatu Baque Caipira e a cultura do território, em que o projeto Territórios Férteis está sendo realizado”, comenta ela.
A primeira fase do projeto é a Comunidade do Boa Esperança e o Ponto de Cultura Escola Piracicabana de Capoeira Angola, que tem a ênfase na dança afro, na capoeira angola e no maculelê. O objetivo é criar vínculos e trocas entre fazedores de cultura.
Fernanda Rizzi
fernanda.rizzi@jpjornal.com.br
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