10 de julho de 2026

“Cuidado Frágil”, da atriz Priscila Jácomo, tem apresentação gratuita no Sesc Piracicaba

Por Laís Seguin |
| Tempo de leitura: 2 min

Em uma sala de aula nada convencional, com ovos, a atriz interage com a plateia

A fragilidade humana, com toda sua delicadeza e desafios, é pontuada de maneira lúdica e interativa pela atriz e palhaça Priscila Jácomo, no espetáculo “Cuidado Frágil”, que estará no Sesc Piracicaba, nesta quinta-feira (2), às 20h, com entrada gratuita. Um dia antes da estreia da peça, nesta quarta-feira (1º), a artista ministra a oficina “Aprender a Errar: a Importância do Desimportante e o Olhar do Palhaço”, também gratuita, aberta à população acima de 18 anos. O espetáculo e a oficina contarão com audiodescrição e Libras.

Na história, a atriz interpreta uma professora do “pré-pré-pré-curso” do ensino básico e fundamental. Seus alunos são um grupo de ovos, todos com nome e características peculiares. Numa interação com o público, esse grupo de alunos é formado pela plateia: 12 pessoas recebem um ovo fresco, dão um nome para ele e o colocam em uma pequena sala de aula e assim começa a trama em que traz questões essencialmente humanas com aulas sobre a vida, o amor, as relações, os afetos, as perdas, as descobertas, as frustrações e outros sentimentos diversos.

“Trata-se de uma pesquisa inédita na linguagem do palhaço, do improviso e da interação com a plateia, com um espetáculo poético e cheio de metáforas. Ovos que não se cabem e precisam virar outra coisa, representam pessoas que crescem e se transformam”, contextualiza a atriz sobre a peça solo criado por ela e dirigido por Daniel Viana e Júlia Barnabé.

Embora tenha um roteiro pré-estabelecido, “há uma busca por uma autenticidade e verdade na relação com o público de forma a criar uma peça em que o espectador é o terceiro criador. Com isso, se torna algo não somente para ser visto, observado e apreciado, mas algo a ser experimentado, vivido e compartilhado”, destaca.

Já durante a oficina “Aprender a Errar: a Importância do Desimportante e o Olhar do Palhaço”, a artista vai compartilhar sua pesquisa sobre o sentido das trapalhadas para a humanidade, contar sobre seus encontros de diferentes povos indígenas e revelar o quão importante pode ser um tropeção. A oficina é indicada para quem estiver interessado.

Da Redação

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