04 de abril de 2026

Infectologistas garantem: melhor forma de evitar doenças é tomar a vacina e confiar na ciência

Por Laís Seguin |
| Tempo de leitura: 2 min

Pandemia desacelerou após chegada das doses ao Brasil e provou, mais uma vez, que a vacina é essencial

Brasil é um dos países que mais politizou as ações voltadas a conter a pandemia da covid-19. O uso de máscaras e o distanciamento social sempre foram alvos de críticas e tiveram suas eficácias questionadas. Mas contra fatos não há argumentos. Os casos, as internações e as mortes por coronavírus só começaram a cair no mundo quando as vacinas chegaram. Para os infectologistas do Ivip (Instituto de Vacinação e Infectologia de Piracicaba), Hamilton Bonilha e Tufi Chalita, não há outro caminho para prevenir vírus e infecções sem ser por meio de medidas defendidas pela ciência. “A pandemia é um grande exemplo. A higiene pessoal, o distanciamento social, o uso de máscaras e a vacina foram extremamente necessários. A melhor forma de prevenirmos doenças? Sempre seguir a ciência”, defende Chalita.

CARTEIRA DE VACINAÇÃO
Bonilha diz que nossa carteira de vacinação tem que estar sempre atualizada. “A vacina é a principal forma de prevenção das doenças, exemplo disso é a erradicação da varíola, febre amarela urbana, sarampo e poliomielite, mas infelizmente o risco do ressurgimento das duas últimas é eminente, fruto da baixa taxa de cobertura vacinal. Diante da pandemia da covid-19, ratificamos a importância da vacina no combate das doenças. Inúmeras outras doenças são evitadas por vacinas contempladas no PIN (Programa Nacional de Imunização), que é considerado um dos maiores do mundo. Portanto, considerando a prevenção da saúde individual e coletiva é de suma importância procurar a rede de saúde pública ou privada para atualizar a Carteira de Vacinação”.

COVID-19
Divulgado na última quinta-feira, o novo Boletim InfoGripe Fiocruz sinaliza continuidade da tendência de aumento dos casos de covid-19 em todas as regiões do país. Cerca de 48% das ocorrências de SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) registradas nas últimas quatro semanas são em função da covid-19. Em relação aos óbitos por SRAG, 84% das notificações foram relacionadas ao Sars-CoV-2 (covid-19). A análise é referente à Semana Epidemiológica 20, período de 15 a 21 de maio. A análise aponta que 18 das 27 Unidades Federativas apresentam sinal de crescimento na tendência de longo prazo. Quanto às capitais, 20 das 27 unidades também têm indícios de crescimento de casos da covid-19.

O governo federal também faz um alerta para o aumento nos casos de gripe e resfriados em todo o país. A temperatura baixa é um dos principais fatores que tem levado à população a ter sintomas gripais.

Nani Camargo
Especial para o JP

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