11 de julho de 2026

Estado vai realizar 34 mil cirurgias na Região; Piracicaba tem fila de espera com 2,2 mil pessoas

Por Laís Seguin |
| Tempo de leitura: 2 min

Maior demanda de pacientes, segundo a Saúde, está nas áreas de ortopedia, ginecologia e urologia

O Governo do Estado de São Paulo anunciou nesta quarta-feira (25) um mutirão cirurgias para zerar a fila de mais de 538,1 mil cirurgias cadastradas hoje na Cross (Central de Regulação). Para acabar com a demanda reprimida, o Estado vai realizar cirurgias extras na rede, remuneração dobrada nos hospitais do SUS (Sistema Único de Saúde) e a contratação de serviços privados. Na RMP (Região Metropolitana de Piracicaba) são 34.048 cirurgias represadas, segundo informou o governo paulista.

De acordo com a Secretaria de Saúde de Piracicaba, atualmente, existem 2.244 pacientes aguardando por cirurgia eletiva. A maior espera, segundo a pasta, está nas áreas de ortopedia, ginecologia e urologia. A secretaria destacou que as cirurgias eletivas ficaram suspensas de junho de 2020 a julho de 2021, durante a pandemia do novo coronavírus, sendo retomadas parcialmente em agosto do ano passado. “Em dezembro de 2021, voltaram a acontecer dentro de sua normalidade onde 3.156 pacientes aguardavam pelo procedimento, sendo as especialidades mais aguardadas ortopedia, urologia e cirurgia geral”, informou a Saúde.

A secretaria argumentou que os números mostram uma redução na fila de espera para a realização das eletivas, apesar de a demanda ser considerada grande. “Para que isso fosse possível, a coordenação das especialidades médicas da Secretaria de Saúde se reorganizou e priorizou a realizações de mutirões de consultas e exames com foco, principalmente, em exames pré-operatórios e na especialidade de cardiologia”, informou.

A estratégia adotada pelo Estado, com duração prevista para quatro meses, vai contemplar 54 procedimentos ofertados no SUS em sete especialidades como, do aparelho circulatório, visão, digestiva e abdominais, osteomolecular e geniturinário, das glândulas endócrinas e em nefrologia. Sem as ações do mutirão, o Estado levaria cerca de dois anos para atender toda a demanda reprimida.

Uma das estratégias do governo é pagar um valor adicional de 100% do que já é pago pela tabela SUS do Ministério da Saúde para os 54 procedimentos nos serviços municipais, filantrópicos e Santas Casas. Assim, os hospitais públicos vão receber o dobro da tabela para cada cirurgia realizada.

Beto Silva
beto.silva@jpjornal.com.br

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