10 de julho de 2026

Piracicaba tem novo recorde do preço da gasolina, aponta ANP

Por Laís Seguin |
| Tempo de leitura: 2 min

Conforme apuração da reportagem, combustível segue em alta crescente

Assim como no cenário nacional, o preço da gasolina bateu novo recorde em Piracicaba, segundo levantamento da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis). O preço médio do combustível nos postos da cidade chegou R$ 6,849 na penúltima semana de abril, representando uma alta no ano de 7,89% – ontem (quarta-feira), a reportagem do JP registrou o valor de R$ 7,199 em um posto da Pauliceia. Considerando o valor médio de venda em todo o País, o litro está custando R$ 7,270. Em alguns postos da cidade de São Paulo, a gasolina chega a ser vendida a R$ 8,599 o litro. O combustível foi o maior impacto na inflação de 7,51%, conforme índice divulgado ontem (quarta-feira) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O preço mínimo por litro da gasolina pago no varejo piracicabano teve a maior variação em 2022, com 10,01% de alta – subiu de R$ 5,999 para R$ 6,599. O valor máximo subiu menos, em 5,97% – de R$ 6,699 para R$ 7,099.

DIESEL E GÁS
A situação de elevações de preço é mais forte para o tipo diesel, que teve seu preço médio por litro aumentado em 17,56% em Piracicaba – de R$ 5,375 em janeiro para fechar a penúltima semana de abril em R$ 6,319. A média nacional para o valor deste combustível é de R$ 6,600. Só neste ano, o botijão de gás de cozinha subiu quase 10%, variando para uma média de R$ 100,01 a R$ 109,87 – o preço atual mais caro do botijão encontrado em pesquisa da ANP na cidade foi de R$ 120. A média nacional para o mesmo produto foi calculada em R$ 113,24. Moradores de Caçador, em Santa Catarina, pagam o preço mais ‘salgado’ do botijão, que é vendido no local por até R$ 160 a unidade.

CARTEL
Há uma sinalização de que o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), órgão ligado ao governo federal para zelar pela livre concorrência no mercado. O novo conselheiro do Cade, Gustavo Augusto, disse à imprensa recentemente que a Petrobras adota uma conduta anticoncorrencial ao definir os preços dos combustíveis com base nas ações de um cartel internacional, a Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo). Ele defende o aprofundamento das investigações no setor para apurar se há um conluio com a finalidade de segurar a produção de combustíveis de modo a maximizar lucros. “Não será inesperado a gente encontrar um cartel no setor de óleo e gás”, disse o novo conselheiro em tom de que há já uma investigação em andamento no Cade.

Cristiane Bonin
cristiane.bonin@jpjornal.com.br

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