09 de julho de 2026

Sindicato suspende greve após 6 dias de paralisação

Por Laís Seguin |
| Tempo de leitura: 2 min

Hoje tem audiência de conciliação, seguida de assembleia

Após seis dias de paralisação, a greve dos servidores municipais de Piracicaba foi suspensa nesta quinta-feira (7). O Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Piracicaba e Região informou que foi notificado ontem pela manhã sobre a liminar que obrigava o término da paralisação dos servidores municipais com argumentação de ser abusiva, por se tratar de serviço essencial. O manifesto iniciou nesta quinta-feira, porém, devido a notificação, o sindicato orientou os servidores a voltarem as suas unidades de trabalho.

A entidade informou que o departamento jurídico do estava tomando todas as medidas cabíveis contra a decisão considerada arbitrária do TJ-SP (Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo). Nesta sexta-feira (8), os representantes do sindicato vão se reunir remotamente na audiência de tentativa de conciliação agendada para as 15h. No mesmo dia, às 19h, a diretoria vai realizar assembleia dos servidores em frente à prefeitura.

“Estamos cumprindo a decisão liminar que é precária e pode ser mudado por dois recursos, do agravo interno já interposto no Tribunal de Justiça de São Paulo e da Reclamação por descumprimento de preceitos fundamentais junto ao Supremo Tribunal Federal, cuja visão difere do TJ-SP e entende que a greve é direito fundamental e não pode ser mitigada. Estamos usando todos os recursos cabíveis para mostrar o que pensamos e entendemos justo”, disse o diretor e advogado, José Osmir Bertazzoni.

Desde o dia 1º de abril, o movimento de greve ocorreu em frente ao prédio da prefeitura com a participação de cerca de 5.000 servidores, pedindo ao prefeito Luciano Almeida (União Brasil) para negociar o pagamento das perdas inflacionárias nos últimos três anos para ser pagos ainda em 2022.

A greve foi deflagrada no dia 1º pois a reivindicação da categoria foi de 15% de reajuste em março e mais 6% em maio. A prefeitura apresentou contraproposta de 14,04% em duas parcelas, sendo 10,56% com pagamento em março e 3,17% a ser pago em julho, com o restante sendo parcelado entre 2023 e 2024, o que foi rejeitado pela categoria em assembleia. A diretoria do sindicato, servidores da comissão salarial, tentaram reuniões com o prefeito Luciano Almeida, que não compareceu em nenhuma das conversas.

Beto Silva
beto.silva@jpjornal.com.br

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