10 de julho de 2026

Conespi deve atuar na conciliação entre prefeitura e sindicato para evitar paralisação dos servidores

Por Laís Seguin |
| Tempo de leitura: 2 min

Instituto propôs mesa de negociação presidida pela entidade envolvendo prefeitura e Sindicato

O Conespi (Conselho das Entidades Sindicais de Piracicaba), anunciou nesta segunda-feira (28) que o presidente da entidade, Wagner da Silveira, o Juca, encaminhou ofício ao prefeito de Piracicaba, Luciano Almeida (União Brasil), se colocando à disposição para iniciar uma conciliação extrajudicial com objetivo de resolver o impasse nas negociações salariais dos servidores públicos municipais, que anunciaram greve a partir do dia 1º de abril (sexta-feira).

Para isso, o Conespi propõe uma mesa de negociação presidida pela entidade envolvendo a prefeitura e o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Piracicaba para às 14 horas desta terça-feira, (29), na sede do Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Piracicaba.

Um ofício com este teor também foi encaminhado ao presidente da Câmara Municipal de Piracicaba, Gilmar Rotta (PP). De acordo com Juca, a instituição fez a solicitação de mesa redonda ao prefeito atendendo a pedido recebido do presidente do Sindicato dos Servidores Municipais, Valdir Sgrigneiro, que encaminhou documento à entidade neste sentido.

“A nossa intenção é de reabrir as negociações, visando assegurar que se chegue a um acordo e se evite a deflagração de greve dos servidores municipais, conforme foi deliberado na assembleia da última sexta-feira, a partir do próximo dia 1º de abril”, explicou o presidente do Conespi.

Já o vice-presidente do instituto, José Antonio Fernandes Paiva, que também vem acompanhando a campanha salarial dos servidores municipais, disse que a arbitragem está garantida na Lei 7783, de 28 de junho de 1989, que trata exclusivamente da deflagração de greve.

“O Conespi, entidade com uma história de quase 40 anos de comprometimento com os trabalhadores e Piracicaba se coloca à disposição para tentar intermediar um acordo entre a prefeitura e o Sindicato dos Servidores Municipais”, informou Paiva.

Na sexta-feira, os servidores rejeitaram a contraproposta do governo municipal que propunha reajuste de 21% de forma escalonada sendo que os repasses terminariam em 2024, último ano do governo Luciano Almeida.

Beto Silva
beto.silva@jpjornal.com.br

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