09 de julho de 2026

Servidores rejeitam 2ª proposta apresentada pela Prefeitura de Piracicaba e mantêm estado de greve

Por Laís Seguin |
| Tempo de leitura: 2 min

Contraproposta foi rejeitada ontem (22) em assembleia

Os servidores públicos municipais de Piracicaba rejeitaram nesta terça-feira (22) a segunda proposta do Poder Executivo para o dissídio coletivo da categoria e mantiveram o estado de greve. Na contraproposta, a prefeitura informou que considera o limite prudencial de gastos com pessoal previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal e ofereceu 10,56%, a partir de 1º de março deste ano, 3,17% a partir de 1º de setembro de 2022; 3,17% a partir de 1º de setembro 2023 e outros 3,16% e 1º de março de 2024, totalizando reajuste salarial de 20,06%.

“A prefeitura reforça que um plano de cargos e salários será implantado com o objetivo de corrigir eventuais distorções que até o momento não foram reparadas e criando um plano de carreira efetivo para o funcionalismo público”, informou em nota. “A administração recebeu na tarde de hoje, terça-feira (22), a Comissão de Negociação Salarial, formada por dirigentes do Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Piracicaba e Região e servidores, e apresentou nova proposta sobre o dissídio da categoria, que está em negociação. A prefeitura reitera que está levando em conta a recomposição integral das perdas salariais ocorridas entre 2019, 2020 e 2021, em que pese que nos anos de 2020 e 2021 o reajuste ao funcionalismo não foi concedido por exigência de Lei Federal 173/2020”, informou.

A proposta inicial de 10,56%, com reposição de 100% da inflação, foi apresentada pela Prefeitura e rejeitada pela categoria em assembleia dia 15. Os servidores pleiteiam reajuste de 25% mais de R$ 300 de abono a ser pago em dezembro.
O diretor sindical José Osmir Bertazzoni explicou que o prefeito Luciano Almeida (União Brasil) encaminhou a proposta parcelando a reposição inflacionária. “Passamos (a proposta) à assembleia que entendeu que no primeiro pedido inicial da negociação de 25% mais R$ 300 seria uma proposta não suportada pelo erário e aprovaram a reposição integral que é a perda de 21,38%”, afirmou.

“Aprovado esse valor, agora é a forma de negociação. O prefeito reconheceu as perdas e propôs a reposição até o fim do mandato dele em três parcelas, com 10% agora, que foi rejeitado”, informou acrescentando que a proposta da assembleia é de 15% para março e a diferença de 6% para o mês de maio. Segundo Bertazzoni, na sexta-feira (25) será apresentada a proposta à prefeitura e se conseguir chegar esse patamar, o problema vai estar resolvido.

Beto Silva
beto.silva@jpjornal.com.br

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