Equipamento é prescrito por um médico para auxiliar e melhorar a mobilidade; família conta com doações
Allan, de 9 anos, nasceu prematuro, com apenas cinco meses e 960grs. Diagnosticado com paralisia cerebral, ficou internado por mais quatro meses no hospital e ficou com algumas sequelas, entre elas, motoras.
Allan necessita de uma órtese para pernas e pés, equipamento prescrito por um médico em caso de acidentes, doenças do sistema locomotor ou sistemas de sustentação que promove a recuperação. Tem como objetivo ajudar as pessoas a aumentar sua mobilidade.
Entretanto, o orçamento para produção do equipamento feito sob medida para Allan é de R$ 1.200, o que complica o orçamento familiar de sua família. O menino mora com os pais e mais três irmãos, no bairro Bosques do Lenheiro, em uma casa simples que necessita de reformas.
“No momento, só o meu marido trabalha porque eu não tenho quem possa cuidar dele e das outras crianças durante o dia”, explica Jacqueline Rodrigues da Silva, mãe de Allan.
Em razão disso, a família iniciou a venda de uma rifa no valor de R$ 10 por nome a ser sorteado, para arrecadar a verba necessária para a compra da órtese.
O prêmio do sorteio é uma “plástica nos pés”, tratamento de higienização destinado a remoção de calos e rachaduras, realizado por uma manicure.
Quem quiser contribuir pode entrar em contato com a Jacqueline por meio do telefone: (19) 97164-7332. Há ainda a possibilidade de fazer doações via PIX para a chave 39553314821 (Willian Fernando Soares) – pai de Allan.
Jacqueline conta ainda que está em busca dos laudos médicos para conseguir aposentar o Allan por invalidez pelo BPC (Benefício de Prestação Continuada), por meio da Loas (Lei Orgânica da Assistência Social).
Com o benefício de prestação continuada, pessoas com deficiência física, intelectual ou sensorial impossibilitados de uma vida independente, e idosos a partir de 65 anos sem fonte de renda passam a ser assistidos pelo governo e ganham direito a um salário mínimo.
O intuito é de amparar o deficiente cuja família sofre com restrições financeiras e hipossuficiência econômica e, por isso, necessita da intervenção do Estado para garantir a sua subsistência e uma sobrevivência com um mínimo de dignidade.
Para solicitar o BPC, é preciso se inscrever no CadÚnico (Cadastro Único) no Cras (Centro de Referência da Assistência Social) de sua cidade. Após inscrito, o indivíduo precisa agendar horário com o INSS para efetuar a abertura do processo. O valor é intransferível e não tem direito a 13º salário. No entanto, é necessário comprovar que o recebedor não possui meios para garantir o próprio sustento.
Laís Seguin
lais.seguin@jpjornal.com.br
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