09 de julho de 2026

Greve é defendida por 52% dos servidores e paralisação é iminente, afirma sindicato

Por Laís Seguin |
| Tempo de leitura: 2 min

Pauta da categoria para database deste ano é de 25% de aumento e abono de R$ 300 a ser pago em dezembro

A greve dos servidores públicos municipais de Piracicaba está na iminência e deve ser decidida durante assembleia que acontece na próxima terça-feira (22). Sem avanços nas negociações com a prefeitura e com a adesão – até esta sexta-feira (18) de 52% da categoria, a paralisação dos serviços é quase certa e pode ocorrer na próxima semana.

De acordo com o diretor sindical, José Osnir Bertazzoni, a assembleia realizada nesta semana manteve o pedido inicial e não houve avanços. A pauta da categoria para a database deste ano é de 25% de reajuste e abono de R$ 300 a ser incorporado no salário de dezembro. A prefeitura apresentou uma contraproposta de 10,56% de reajuste, que foi rejeitada pelos trabalhadores.

“A administração não fez outra proposta. Na próxima segunda-feira, às 9h30, haverá uma reunião com os secretários da mesa de negociação formada por servidores, o presidente do sindicato com advogado, técnico contábil, para tentar avançar e evitar uma greve. Mas não temos nada além disso, está transparecendo um impasse entre governo e servidores”, afirmou o diretor.

“Os servidores estão com três anos de atraso, 10,56% não cobre 19,8% que é o déficit, e isso está causando muita revolta por parte dos servidores, existem outras propostas , como o abono, e esse é um processo de negociação extremamente complicado”, acrescentou destacando que 52% dos servidores já falam em greve, que segundo ele, é iminente e pode acontecer.

Segundo Bertazzoni, o prazo de negociação expira no domingo (20). “Na próxima assembleia, se não houver uma evolução na negociação, aí sai a publicação do edital nos termos da lei convocando a assembleia de greve, comunicando a população que em 72 horas haverá paralisação dos serviços públicos, vamos nomear os serviços considerados essenciais como atendimento de urgência e emergência, abastecimento de água e demais serviços essenciais não pararem para evitar transtornos à comunidade”, explicou.

Beto Silva
beto.silva@jpjornal.com.br

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