Na manhã desta quarta-feira (16), um pedreiro de 31 anos foi preso em Piracicaba pela Polícia Civil, após confessar a autoria de dois roubos praticados a motoristas de aplicativo, um no dia 07 e outro no dia 14 de março. Após prestar depoimento na delegacia, o indivíduo foi liberado, o que causou revolta em diversos motoristas de aplicativo da cidade.
Revoltados, diversos motoristas de aplicativo se reuniram, às 15h desta quinta-feira (17), em frente ao prédio da Deic, na rua Dom Pedro I, no bairro Nova América. Na ocasião, eles expuseram sua indignação com a soltura do indivíduo e aproveitaram para fazer uma reunião com o delegado Marcel Willian Oliveira de Sousa, delegado da 1ª DIG (Delegacia de Investigações Gerais).
Maria Emília Rezende, de 46 anos, motorista há dois anos do aplicativo Divas Driver, conversou com o Jornal de Piracicaba na manhã desta quinta-feira (17). "As representantes da Divas Drivers, o representante da PiraGo, que é um aplicativo daqui da cidade, e o presidente da Associação de Motoristas estiveram presentes na reunião. Estamos todos indignados, isso tudo é um absurdo", comentou. O Divas Driver é um grupo de WhatsApp que contém motoristas de aplicativo; são cerca de 60 motoristas, todas mulheres dos 18 aos 60 anos.
POSIÇÃO DA POLÍCIA CIVIL -- O delegado Marcel Willian Oliveira de Sousa comentou que a Polícia Civil, ao tomar conhecimento dos crimes, realizou uma investigação e veio a identificar o indivíduo potencialmente suspeito de ser o autor de dois roubos: o primeiro ocorrido no dia 7 de março e o segundo no dia 14, ambos a motoristas de aplicativo. O indivíduo foi localizado e informalmente confessou a autoria dos roubos, indicando aos policiais o local onde um dos veículos roubados estaria escondido.
"Ele foi conduzido até a Delegacia de Investigações Gerais a fim de prestar declarações, uma vez que ele já não se encontrava mais em estado flagrancial", explicou o delegado Marcel de Souza. "Uma pessoa só pode ser presa por ordem escrita da autoridade judiciária competente ou em decorrência do estado flagrancial, hipóteses dos artigos 302 do Código de Processo Penal. No caso, ele já não estava envolvido em nenhuma dessas hipóteses previstas, pois já fazia dois dias do último crime cometido e mais de nove dias do primeiro crime. Por isso, hipótese descartada para prisão em flagrante."
Contudo, o delegado informou que um inquérito ainda será aberto. "Agora a polícia irá instaurar um inquérito policial, até porque há indícios da existência de mais vítimas. A liberação dele não significa que ele não será punido", finalizou o delegado.
Rafael Fioravanti | rafael.fioravanti@jpjornal.com.br
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